Volante do Lanús nega influência política: “São 11 contra 11”

Maxi Martínez, de 34 anos, afirma estar tranquilo para a final por confiar na equipe

28 de novembro de 2017 - Às 12:02
Foto: Nelson Almeida / AFP

O volante Maxi Martínez não gostou de ser questionado durante entrevista coletiva se o Lanús tem influência política “fora das quatro linhas do gramado”. Desde o apito final da partida na Arena, a direção do Grêmio fez movimentos para marcar presença na Conmebol e reclamar de decisões do árbitro chileno Julio Bascuñan que considera injustas. Para o atleta, a decisão ocorrerá dentro da “cancha”.

“Vocês (brasileiros) estão com isso, né? Com o tema político… É apenas uma partida de futebol. Dentro da cancha se vê os ‘pingos’ (se resolve), como se diz aqui. Serão 11 contra 11. Seguramente, eles vão querer ganhar, assim como nós. Não há nenhum tema político. Vocês já são ganhadores dos 90 minutos que passaram”, afirmou Martínez.

O jogador, de 34 anos, e que acertou 84% dos 45 passes que deu no jogo da Arena, está confiante na reversão do resultado na partida no estádio La Fortaleza. A segurança vem da coletividade do clube argentino.

“(O que dá tranquilidade) É a equipe. Somente, pois confio na equipe. Aconteça o que acontecer, nós vamos poder olhar na cara (de todos da equipe) e saber que deixamos tudo (dentro de campo). Confio plenamente na equipe”, declarou o volante.

Após vencer por 1 a 0 na Arena, o Tricolor precisa de apenas um empate nesta quarta-feira para garantir o tricampeonato da América. Na decisão da Libertadores, não vale o critério do gol marcado como visitante para desempate. Assim, qualquer vitória por um gol de diferença do Lanús leva a decisão para a prorrogação. Para os argentinos levantarem a taça, eles precisam vencer por mais de um gol.

O jogo está marcado para quarta-feira, às 21h45min (horário de Brasília), no estádio La Fortaleza, em Lanús.



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