Um dinheiro inesperado cairá na conta do Grêmio. E o clube já sabe o que fazer com ele. O Tricolor usará os valores a serem recebidos das vendas de jogadores para antecipar os pagamentos parcelados durante a parada do futebol ao elenco e funcionários. Além disso, quitará empréstimos bancários de curto prazo.

O Grêmio aguarda por valores das negociações de Arthur para a Juventus, de Everton para o Benfica, de Diego Rosa para o Grupo City e também da dívida pela venda de Marcelo Grohe ao Al-Ittihad. São, no total, cerca de R$ 100 milhões.

O valor será utilizado para quitar parte dos pagamentos adiados, ainda que não em sua totalidade. Internamente, o ato é visto como determinante para “agradecer” pelos esforços de funcionários e atletas no começo da pandemia do novo coronavírus.

Em junho, o Grêmio tentava diminuir o impacto financeiro pela pausa no futebol e acertou o adiamento do pagamento de 55% dos salários e direitos de imagem dos atletas, entre os meses de abril e setembro de 2020.

Jogadores, comissão e funcionários juntos da diretoria em comemoração do título gaúcho — Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Jogadores, comissão e funcionários juntos da diretoria em comemoração do título gaúcho — Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Primeiro, de abril a junho, o clube fez uma redução no valor dos direitos de imagem em 40%. Depois, acertou o parcelamento de 15% dos salários do elenco e comissão técnica entre julho e setembro.

Os vencimentos seriam diluídos em parcelas de janeiro de 2021 a dezembro de 2022. Com a nova projeção, o prazo tende a diminuir. O Grêmio não pagará todo o montante antecipado, mas “boa parte”.

O clube também recorreu a dois empréstimos no período para ter recursos e manter o fluxo de caixa. Eles serão pagos agora com os recursos em mãos para evitar endividamento.

O acordo com o grupo de jogadores também iria até setembro. Assim, todos os pagamentos voltam ao seu nível normal a partir deste mês, sem mais diferimentos feitos para aguentar a paralisação do futebol durante a pandemia.



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