O principal investimento do Grêmio na temporada até o momento atende pelo nome de Jaminton Campaz. Mas, aos 21 anos, o reforço demora para encontrar seu espaço com o técnico Luiz Felipe Scolari e tem apenas 90 minutos com a camisa do clube gaúcho em um mês em Porto Alegre.

A estreia do meia-atacante colombiano ocorreu no dia 25 de agosto, na fatídica goleada para o Flamengo, apenas seis dias após desembarcar na cidade. Entrou aos 13 minutos do segundo tempo na oportunidade e depois jogou cerca de 65 minutos na derrota para o Corinthians.

As duas partidas foram as únicas de Campaz com a camisa do Grêmio. Desde então, o meia-atacante ficou no banco de reservas em todos os jogos.

A justificativa não mudou: falta ainda ao colombiano um entendimento maior dos pedidos do Felipão e das obrigações defensivas do esquema proposto pelo treinador. Isso nas entrevistas e nas conversas informais. As dificuldades com o idioma também são citadas, embora também já haja visões que apontem o atleta “cada vez mais solto”.

– Depende como a gente vai jogar, como nos posicionamos contra o adversário seguinte. Se houver uma situação que precisarmos jogar numa mentalidade mais ofensiva, para cima do adversário, pode ser. Se não, vamos ser equilibrados para não correr riscos. Vamos jogar com jogadores que possam dar aquele estilo para somar pontos. Tanto Campaz quanto outros jogadores tem condições de iniciar um jogo. Em algum momento ele pode começar, sim – garantiu Felipão.

Campaz meia Grêmio — Foto: Lucas Uebel / Grêmio FBPA

Campaz meia Grêmio — Foto: Lucas Uebel / Grêmio FBPA

Os quatro dirigentes ouvidos pelo ge durante a terça-feira relataram que o período com alguma dificuldade de Campaz já era esperado. Mesmo que a contratação de um meia-atacante tenha sido identificada como necessária para o Grêmio dar melhor resposta no restante de 2021. E agora não seja utilizado.

A opção foi por buscar um jogador jovem, que pudesse gerar uma venda futura – afinal, o Grêmio investiu quase R$ 20 milhões em Campaz e pretende recuperar parte dos valores. Mas também é identificado a necessidade de tempo para um jovem gerar resultados, algo que o Tricolor pouco tem.

A comissão técnica entende que Campaz terá seu momento, mas ainda apresenta dificuldades e tem rendido menos do que os concorrentes na posição, apesar de subir de produção. Aliás, os citados são Douglas Costa, Alisson e Jean Pyerre, embora este não tenha sido utilizado nos últimos seis jogos que estava disponível.

O estafe de Campaz também tomou iniciativa de conversar com a diretoria gremista para tentar entender as razões. Ouviu a mesma versão: que é apenas uma opção tática de Felipão reforçar o sistema de meio-campo. E que a dificuldade do momento, do time dentro da zona de rebaixamento, pode gerar um receio em lançar o colombiano.

A ausência de Campaz tem sido, claro, assunto entre os torcedores nas redes sociais. O colombiano chegou com expectativa altíssima até por conta do valor investido. Mas

O Grêmio demorou cerca de um mês para contratar Campaz do Tolima, da Colômbia. O Tricolor comprou 100% dos direitos do meia, desembolsando US$ 3,5 milhões (R$ 18 milhões) ao clube colombiano e mais um valor ao atleta. O vínculo vai até 2025.

O próximo duelo gremista será no domingo, contra o Sport, às 20h30, na Arena. A partida marcará o retorno da torcida ao estádio. Com 22 pontos, o Tricolor é o 18º, mas pode sair da zona de rebaixamento em caso de vitória.



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