Foto: Lucas Uebel / Grêmio FBPA

Uma das surpresas do Grêmio na temporada pisará no Gre-Nal do próximo sábado, no Beira-Rio, em uma data importante. No dia da primeira partida da semifinal do Gauchão, Bitello completará um ano da estreia como profissional.

A rápida ascensão o coloca com status de titular do meio-campo de Roger Machado e como um dos únicos “motorzinhos” do elenco, à la Arthur e Matheus Henrique.

A primeira chance veio no dia 19 de março de 2021, na vitória sobre o Aimoré pelo Gauchão daquele ano. Um ano depois, Bitello entra no Gre-Nal com oito partidas em 2022 e consolidado como principal opção de Roger de meio-campista de saída ao ataque.

O Bitello é um segundo homem que chega na frente— Roger Machado, técnico do Grêmio

– (Bitello) Tem um estilo de jogo construído que combina muito com o Roger. Acho que tem tudo para crescer. Está em amadurecimento, é recente no profissional. Tem que dar um tempo para ele pelo menos sustentar a posição de protagonista, mas acho que está aproveitando bem – comenta o coordenador técnico da base do Grêmio Wagner Gonçalves, em entrevista para a RBS TV.

A confiança interna no garoto de 22 anos fez o Grêmio definir que irá efetivar a compra de mais 20% dos direitos do meio-campista junto ao Cascavel. Bitello chegou ao clube no início de 2019, por empréstimo. Aprovado, teve uma fatia de 50% dos direitos econômicos adquiridos pelo Tricolor por um valor entre R$ 300 e 400 mil.

As cifras que envolvem os outros 20% não foram confirmadas ao ge, mas geralmente custam um pouco mais que a primeira transação em situações como essa. O Grêmio tem até o meio deste ano para efetuar o que está previsto em contrato e exercer a opção.

Autor do segundo gol na vitória sobre o Ypiranga no último sábado, Bitello foi dos nomes a rapidamente ganhar espaço em 2022. Sem entrar em campo com Vagner Mancini, se destacou no time de transição que começou o Gauchão a partir da experiência na campanha do título do Brasileirão de Aspirantes do ano passado.

Bitello é cercado e abraçado pelo companheiros após o gol contra o Ypiranga — Foto: Lucas Uebel / Grêmio FBPA

Bitello é cercado e abraçado pelo companheiros após o gol contra o Ypiranga — Foto: Lucas Uebel / Grêmio FBPA

Então, Roger Machado chegou e o meio-campista foi titular contra São Luiz e Mirassol. Saiu do time contra Novo Hamburgo e Inter, mas entrou no primeiro tempo do Gre-Nal. Diante do Ypiranga, retomou a titularidade, esteve entre os melhores em campo e anotou o primeiro gol como profissional.

Bitello era meia no Paraná e jogava em faixa mais avançada do campo. Segundo Wagner Gonçalves, o recuo e a característica de preencher o setor são resultados do trabalho de base no clube gaúcho. Inclusive, uma marca muito presente nos volantes formados nos últimos anos.Ele (Bitello) tem a mesma característica destes jogadores, do Arthur, do Matheus Henrique, um estilo de jogo muito similar.— Wagner Gonçalves, coordenador da base do Grêmio

– Essa fábrica de volantes se deve muito à referência que eles (jovens) têm no profissional. Sempre tem um da característica, e os atletas da base acabam se espelhando e se adaptando a este estilo de jogo – acrescenta Gonçalves.

Titular nas duas partidas disputadas pelo time de transição do Grêmio no Gauchão, Bitello chamou a atenção do então técnico principal Vagner Mancini, que deixou o clube logo em seguida sem utilizá-lo na equipe principal.

A primeira chance veio só quando Cesar Lopes comandou o Tricolor, na derrota para o União Frederiquense, no período de troca na comissão técnica.

Um ano depois da estreia, Bitello se firma no grupo profissional como principal alternativa de um meio-campista com mais chegada à frente. O Gre-Nal pela semifinal do Gauchão surge como prova de fogo para carimbar o atual momento e se consolidar na equipe.



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