O jornalista virou um personagem junto à torcida tricolor no antigo Estádio Olímpico. Isso lhe rendeu convites para participar do programa esportivo Conversa de Arquibancada, da TV Piratini, retransmissora da TV Tupi no Rio Grande do Sul. Esse foi seu primeiro contato com a comunicação.

Francisco Paulo Sant’Ana nasceu no dia 15 de junho de 1939 na rua conhecida hoje como João Alfredo, no bairro Cidade Baixa, Região Central de Porto Alegre. Trabalhou como feirante até ingressar na Polícia Civil onde foi inspetor e delegado. Nesse período passou a ter contato com jornalistas especializados em polícia, quando teve seus primeiros contatos com a imprensa.

Sua posição de eloquente defensor do tricolor gaúcho lhe rendeu a oportunidade de participar do Sala de Redação, da Rádio Gaúcha, no começo da década de 70. Em 1971, foi contratado para escrever uma coluna esportiva no jornal Zero Hora. No ano seguinte ingressou no quadro da Rádio Gaúcha e depois passou a atuar como colunista no Jornal do Almoço, na RBS TV.

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Sant’Ana dizia em entrevistas que queria ser lido e conhecido por um público cada vez maior, por isso não recuava frente à polêmica. Durante 19 anos escreveu sobre futebol até ganhar o espaço deixado na penúltima página do jornal Zero Hora depois da morte de Carlos Nobre, em 1989, em uma coluna diária sobre assuntos gerais.

Entre seus principais feitos, elencados por ele próprio, estão a vez em que foi personagem de uma reportagem da revista americana Newsweek depois de relatar em sua coluna a experiência com Viagra em 1998. Também lembrava a conquista do campeonato mundial pelo Grêmio, em 1983, e quando cantou ao lado do cantor Julio Iglesias para 50 mil pessoas no Beira-Rio.

Paulo Sant’Ana deixa mulher e três filhos.

Leia a nota oficial do Grêmio:

“O Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense lamenta com enorme pesar o falecimento ocorrido na noite desta quarta-feira, do cronista esportivo e gremista ilustre, Paulo Sant’Ana.

Reconhecido como um dos torcedores mais fervorosos do Grêmio, esteve presente em momentos históricos do Clube, como na conquista do primeiro título da Copa Libertadores da América e do Mundial, em 1983. Neste momento de dor, o Clube se solidariza com os seus familiares e amigos.

O velório ocorre na Arena, das 8h30 às 11h, restrito aos familiares e amigos, e a partir deste horário aberto ao público. A cerimônia será no hall do saguão A, com acesso pela rampa oeste. O sepultamento está marcado para 17h no Cemitério João XXIII, situado na Avenida Natal, 60, bairro Medianeira”



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