Torcida já está nos Emirados para acompanhar o Grêmio no Mundial

Estimativa inicial era de que dois mil torcedores presenciassem os jogos nos Emirados Árabes

10 de dezembro de 2017 - Às 13:21
Foto: Grêmio / Divulgação / CP

Atravessar o mundo e vir para os Emirados Árabes acompanhar o time de coração é uma grande aventura. Apesar das dificuldades encontradas em razão do pouco tempo entre a final da Libertadores e o início do Mundial de Clubes, já é possível ver gremistas circulando por aqui. A estimativa inicial era de que dois mil torcedores viessem presenciar os jogos nos Emirados, mas alguns fatores, como os obstáculos para conseguir o visto de entrada no país, baixaram esse número.

A cidade de Al-Ain não vive um clima de uma grande competição, na qual além do Tricolor, estará o gigante Real Madrid. Esse clima, quem terá de criar, é a torcida do Grêmio. Hoje, no treinamento que a equipe de Renato Portaluppi fez no estádio do time que leva o mesmo nome da cidade, cerca de dez torcedore foram dar apoio aos jogadores.

Mas a festa tem de ser moderada. Os árabes não toleram excessos e são pouco pacientes com quem causa situações consideradas desconfortáveis. Um dos torcedores que acompanhava atentamente o treino comandado por Renato Portaluppi era o piloto de avião, Sérgio Aldaber. Gaúcho, ele mora há 11 anos nos Emirados Árabes e aproveitou a oportunidade para levar a família ao estádio do Al-Ain. Sérgio trabalha na Etihad Arways, uma das maiores companhias aéreas do mundo. Até o chimarrão fez parte da roda familiar na arquibancada. Mas quem chamou mais a atenção foram dois médicos de Bento Gonçalves.

Danilo Baldi, de 69 anos, e Marco Grando, de 53, percorreram os cerca de 150 quilômetros que separam Abu Dhabi e Al-Ain de bicicleta para ver o treinamento do Grêmio, que foi aberto à imprensa e torcedores apenas por 20 minutos. “Chegamos no dia 8 em Abu Dhabi. Somos ciclistas há muito tempo, fazemos 120, 130 quilômetros todos os finais de semana. Nessas retas daqui é fácil, lá na Serra é bem mais difícil”, brincou Baldi. Ambos vestiam a camisa do Grêmio, bermudas e tênis próprios para o ciclismo. “Até a pé ou de bicicleta, nós iremos”, disse Grando.



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