Até agora, o Grêmio disputou oito jogos oficiais em 2019. Sete, com titulares. A estratégia da equipe do técnico Renato Portaluppi era utilizar força máxima no primeiro turno do Gauchão para conquistá-lo sem sobressaltos e ter tranquilidade no returno, em que terá de utilizar reservas no Estadual devido aos jogos da fase de grupos da Libertadores. A derrota para o Caxias, porém, forçará o Tricolor a conquistar o segundo turno caso queira seguir a busca pelo tricampeonato do Campeonato Gaúcho.

Para tentar a vaga na grande final do Gauchão, o time terá de superar uma maratona de partidas até o início de abril. Serão nove jogos — seis pelo Estadual e três pela Libertadores — em um período de 33 dias. Ou seja, a equipe de Renato terá um jogo a cada 3,6 dias, em média.

— É possível revezar bem mais em 2020 do que em 2019. Há peças para tal. O Estadual tem de ser a última prioridade no momento — entende Jorge Nicola, comentarista dos canais ESPN.

As contratações de Vanderlei, Victor Ferraz, Orejuela, Caio Henrique, Lucas Silva, Thiago Neves e Diego Souza deram ao Grêmio a condição de ter dois atletas de qualidade por posição. Ao menos esse é o entendimento da diretoria do clube, que não deverá mudar o planejamento previsto no início do ano e verá a equipe atuar com titulares na Libertadores e reservas no Gauchão.

— Sou contrário a mudar um time inteiro para a disputa das partidas. Cada situação deve ser levada em conta, como no próximo final de semana, no qual a delegação terá uma longa viagem pela frente. Defendo as preservações pontuais e no menor número possível, principalmente em início de ano. Há uma série de departamentos para auxiliar o técnico nestas decisões — destaca Marcelo De Bona, narrador e apresentador da Rádio Gaúcha.

Contra o Juventude, no próximo domingo, a tendência é de que os reservas façam sua estreia no Campeonato Gaúcho. Isso porque, na terça-feira seguinte, o Grêmio encara a primeira rodada da fase de grupos da Libertadores, contra o América de Cali, na Colômbia, certamente com titulares.

Depois, contra o Pelotas, na Boca do Lobo, no dia 8 de março, um domingo, novamente os suplentes. Isso porque quatro dias depois o Tricolor terá de encarar quem passar entre Inter e Tolima na segunda rodada do torneio continental.

Em seguida, na terceira rodada do returno do Gauchão, contra o São Luiz, mais uma vez os reservas deverão ir a campo, já que três dias depois os titulares terão de encarar a Universidad Católica, no Chile. A dúvida fica para a partida seguinte do Estadual, que é o clássico Gre-Nal.

Como há uma pausa na Libertadores e o próximo jogo do Grêmio será diante do Ypiranga, na Arena, é possível que o clássico tenha titulares. Assim, os reservas enfrentariam o time de Erechim e poderiam jogar contra o Novo Hamburgo, na última partida da etapa de grupos do segundo turno do Campeonato Gaúcho, dependendo da necessidade de o Tricolor somar três pontos ou não.

— No ano passado, o Flamengo mostrou que dá para fazer uma boa temporada sem fazer o rodízio. Isso mudou um pouco o panorama do que se pensava antes. Acho que o Grêmio ainda vai poupar alguns jogadores, mas tentará escalar um time mais competitivo — defende Luciano Périco, que narrou a vitória do Caxias contra o Grêmio pela RBS TV.

E assim será a vida do time de Renato Portaluppi nas próximas semanas. Com Libertadores e Gauchão, a equipe terá de se dividir para buscar os resultados nas duas competições. O certo é que o torneio sul-americano é prioridade, e por isso adversários e torcedores poderão acompanhar dois Grêmios ao longo de março, um titular e outra reserva.

Próximos jogos:

  • 29/02 – Grêmio x Juventude (Gauchão)
  • 03/03 – América de Cali x Grêmio (Libertadores)
  • 08/03 – Pelotas x Grêmio (Gauchão)
  • 12/03 – Grêmio x Inter ou Tolima (Libertadores)
  • 15/03 _ Grêmio x São Luiz (Gauchão)
  • 18/03 – Universidad Católica x Grêmio (Libertadores)
  • 21/03 – Inter x Grêmio (Gauchão)
  • 25/03 – Grêmio x Ypiranga (Gauchão)
  • 01/04 – Novo Hamburgo x Grêmio (Gauchão)


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