“Temos que construir um time de águias”. A frase do vice-presidente do Grêmio Marcos Hermann na entrevista após a vitória sobre o Flamengo, no domingo, chamou atenção, mas não foi por acaso. “O time de águias” citado pelo dirigente virou um conceito interno no clube, influenciado por um filme motivacional exibido aos jogadores antes do jogo no Maracanã, pelo Brasileirão.

A vitória por 1 a 0 veio com Borja ainda no primeiro tempo. O triunfo pôs fim ao jejum de 10 jogos sem vitórias do Grêmio sobre o Flamengo. Mais importante que isso, o Tricolor também conquistou os três pontos, chegou aos 22, na 17ª colocação, e com chances de, enfim, sair da zona do rebaixamento na próxima rodada do Brasileirão.

Estamos usando um critério interno que temos que construir um time de águias. Um grupo muito coeso, que busca os objetivos que se propõe. É da história do Grêmio, sempre foi assim”— Vice-presidente Marcos Hermann em entrevista coletiva

Borja comemora gol da vitória do Grêmio diante do Flamengo — Foto: Lucas Uebel/DVG/Grêmio

Borja comemora gol da vitória do Grêmio diante do Flamengo — Foto: Lucas Uebel/DVG/Grêmio

Desde que Felipão assumiu o Grêmio com a missão de tirar o time do atoleiro em que se meteu, a comissão técnica e dirigentes têm destacado a necessidade de trabalhar o aspecto emocional dos jogadores, além das questões do campo. Isso vem sendo feito e foi repetido antes do jogo de domingo contra o Flamengo.

A ideia do auxiliar Carlos Pracidelli foi de exibir o filme “A Team Of Eagles” (Um Time de Águias), uma produção de pouco mais de 15 minutos. A obra trata sobre Mike Singletary, ex-jogador e campeão do SuperBowl com o Chicago Bears em 1985, que usa referências da ave de rapina para construir uma equipe competitiva e vencedora em qualquer área da vida, incluindo a esportiva.

Assista a um trecho abaixo:

Durante os 17 minutos do vídeo, Singletary traz reflexões sobre o que um grupo necessita para alcançar objetivos. Como, por exemplo, fazer com que cada pessoa seja especial, mas entendendo o seu papel no coletivo, entre outros pensamentos.

A comissão técnica queria mostrar ao elenco do Grêmio que o time precisa jogar junto, de forma integrada e com ataques rápidos e mortais – por isso a referência à águia. E faz alusão também ao estilo de jogo que Felipão tenta implementar, com transições rápidas, sem o estilo de posse de bola adotado desde Roger Machado e no auge com Renato Portaluppi.



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