Foto: Eduardo Moura

Com a reapresentação do grupo de jogadores agendada para acontecer no dia 2 de maio, após um período de férias de 30 dias, a preparação física do Grêmio esboça uma série de situações para que os atletas recuperem um mínimo de condicionamento num espaço curto de tempo. Há um planejamento montado para o retorno no início do próximo mês, mas que pode ser revisto caso as autoridades sanitárias não autorizem a volta dos treinos nos clubes. Tudo dependerá do andamento da epidemia do novo coronavírus no Brasil. 

Márcio Meira, preparador físico do Grêmio, acredita que algo comum no futebol brasileiro voltará a acontecer: o pouco tempo de preparação até o primeiro jogo oficial. “Não sabemos se vamos voltar em determinado dia e três, quatro dias depois já vai ter jogo”, destaca. “O Grêmio treinou dez dias e já estreou no Campeonato Gaúcho no início do ano, é impossível estar pronto para jogar em tão pouco tempo. Mas eu não vou me impressionar se tiver que jogar em cinco dias”, acrescenta. 

Meira pede de 10 a 15 dias de treinos antes de entrar em campo para um jogo competitivo. “Temos que cuidar da integridade física dos atletas, não se pode levar a um esforço muito grande. E até mesmo pelo espetáculo em si, imagina chegar todo mundo mal fisicamente. Eu acho que os dirigentes, as pessoas responsáveis, devem determinar 15 dias de trabalho antes de uma partida oficial”, afirma o preparador físico. 

Em suas planilhas, o profissional montou um quadro de treinamentos com movimentos específicos para jogadores de cada setor da equipe. “A minha intenção é individualizar o treino. Em um espaço, apenas os laterais, em outro os zagueiros, meias e atacantes separados. Vai ser específico para cada setor. Eu não vou mandar o zagueiro correr demais, porque no jogo ele não vai correr tanto. O meia é um trabalho mais contínuo, com pouco intervalo”, explica Márcio Meira. 

A ideia é aplicar um trabalho bastante parecido com o que vinha sendo realizado antes da parada, avaliando ações de intensidade e medindo onde se pode acelerar. “Vai depender da proximidade do jogo”, argumenta o preparador físico. Os jogadores, atualmente, estão realizando atividades físicas em suas residências, todas sob supervisão do clube. “Não adianta eles treinarem com um personal trainer. O treinamento para competir, só nós (Grêmio) podemos fazer. O clube é que possui todos os dados de cada atleta e pode disponibilizar trabalhos com a devida intensidade, o tempo de execução e frequência cardíaca correta”, finaliza Márcio Meira.



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