O Grêmio entra em campo nesta quinta-feira, às 20h, sob muita pressão. O duelo com o Vasco, em São Januário, pela 10ª rodada da Série B, pode significar o fim do trabalho de Roger Machado no clube. O contexto de crise será enfrentado pelos jogadores mais experientes do elenco nesta noite.

Desde o empate com o Vila Nova, o terceiro consecutivo na competição, a pressão externa no clube aumentou. Parte do entorno do presidente Romildo Bolzan falava em mudanças na comissão técnica. Duas reuniões foram realizadas, segunda e terça, para debater os resultados recentes.

O Grêmio não venceu em maio e está fora do G-4 da Série B, embora possa entrar em caso de resultado positivo contra o Vasco – atualmente é o 5º, com 13 pontos. Os desempenhos também foram alvo de conversa, assim como as mudanças de Roger, que usou três formações táticas diferentes nas últimas três rodadas – vai manter o 3-5-2 nesta quinta.

O jogo ganhou ares de ultimato por conta da necessidade de resultados, segundo o próprio mandatário. Nas últimas horas da quarta, a possibilidade de mudança de nomes após o jogo em São Januário perdeu força. A desconfiança, no entanto, ainda paira sobre o ambiente gremista, apesar da manifestação pública de confiança no técnico.

Os nossos empates têm sido acompanhado de desempenho irregular. E é isso que nos preocupa. A campanha está sob controle. É uma campanha que deveria ser melhor, mas não está comprometendo ainda. Mas tem que ter um nível de confiança tal para que estejamos seguros de que vamos superar tudo isso – destacou Romildo Bolzan em entrevista já no Rio.

Novidades mais experientes no time

As opções de Roger para o jogo apontam uma mudança no perfil da equipe. Edilson, 35 anos, e Kannemann, 31, retomam as vagas naturais dentro do time, embora ainda sem sequência na Série B. Os dois substituem Sarará, 19 anos e adaptado como ala, e Rodrigues, 24, um pouco mais rodado.

São remanescentes do período vitorioso do Grêmio em 2016 e 2017 e considerados atletas de “jogos grandes” por conta do espírito de luta. Além de acréscimo técnico ao time.

As outras duas mudanças são forçadas pelas convocações de Villasanti, 25 anos, e Campaz, 22. A própria presença nas seleções do Paraguai e Colômbia já deixa claro que não são jogadores exatamente inexperientes. Mas em relação a Thiago Santos, 32, e Benítez, 27, têm menos idade.

Estes nomes, somados a peças já naturalmente titulares, como Geromel, Bruno Alves e Diego Souza, farão o Grêmio apostar em um time “cascudo” em São Januário. Roger viverá o que pode ser a última partida no comando a partir do que foi colocado desde o empate diante do Vila Nova, no domingo.

Provável Grêmio: Brenno; Geromel, Kannemann, Bruno Alves; Edilson, Thiago Santos, Bitello, Benítez e Nicolas; Biel e Diego Souza.
No retorno a Porto Alegre, uma reunião do departamento de futebol com o presidente Romildo Bolzan Júnior ocorreu no CT Luiz Carvalho. No dia seguinte, o dirigente esteve novamente presente no local e teve uma conversa com o técnico Roger para entender as necessidades do clube.

A bola rola em São Januário a partir das 20h. O Grêmio aguarda ansiosamente o desfecho. Da noite e dos próximos passos.



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