Foto: Felipe Oliveira / Bahia / Divulgação / CP

Ainda que tenha tido o erro pênalti marcado pelo árbitro Luiz Flávio de Oliveira, a derrota para o Bahia nesse domingo em Salvador mostrou mais uma vez a queda de rendimento ofensivo do Grêmio. O Tricolor chegou ao seu terceiro jogo consecutivo sem marcar gols no Campeonato Brasileiro. Se contar os confrontos com o Botafogo pela Libertadores, o time balançou as redes apenas uma vez nas últimas cinco partidas.

A falta de poder ofensivo se explica pelas poucas oportunidades criadas. Nos últimos cinco jogos (contando Libertadores e Brasileirão), o Grêmio tem média de apenas quatro finalizações no gol por partida, de acordo com dados do Footstats. Contra o Bahia, ficou um pouco acima, teve cinco, mas apenas um lance – chute de Patrick no travessão, que no rebote Fernandinho chutou para defesa de Jean – foi de dentro da área.

Mesmo na vitória sobre o Botafogo pela Libertadores, o Grêmio teve pouca criação e dependeu muito das jogadas de bola parada. Das cinco finalizações no alvo do Tricolor na partida, quatro delas (incluindo o gol de Barrios) foram lances desse tipo. Cortez, em um chute cruzado aos 15 do segundo tempo, deu a única finalização certa do time após uma jogada originada por troca de passes.

A queda de rendimento ofensivo do Grêmio começou logo após as saídas de Pedro Rocha e Luan do time. Sem a dupla, o Tricolor conseguiu ter um bom desempenho ofensivo apenas em uma oportunidade, na goleada de 5 a 0 sobre o Sport, na Arena, no dia 2 de setembro.

O técnico Renato Portaluppi já admitiu não ter no grupo um jogador com as características de Luan. Ao comentar a ausência do atacante contra o Botafogo, o treinador chegou a fazer uma comparação com o peso que a saída de Messi teria no Barcelona.

“O Luan é o melhor jogador do Brasil na atualidade. Precisa falar mais alguma coisa? O que mudaria no Barcelona sem o Messi? Na proporção de cada um, mas a importância dele para o Grêmio é fundamental. Então, não precisa entrar em muitos detalhes. Faz muita falta. Até porque naquela posição temos basicamente o Luan”, disse o treinador.

Nas últimas cinco partidas, Ramiro foi usado na função, mas não teve boa atuação. O camisa 17 não deu nenhuma assistência para gol no período e finalizou pouco – apenas cinco vezes, somente duas no alvo (contra o Bahia, de fora da área). Ramiro teve nesses jogos cinco passes considerados decisivos, de acordo com o site de estatísticas Sofascore.

Em relação a Pedro Rocha, vendido ao Spartak de Moscou, Renato tem rodada os substitutos. Começou com Fernandinho, já usou Everton e testou o Arroyo contra o Bahia. Após a partida, Renato admitiu que o equatoriano ainda está longe do ritmo ideal.

“O Arroyo mais cedo ou mais tarde tinha que jogar. Ele vai ter que falar o porquê veio. Cansou um pouco no segundo tempo pela falta de ritmo de jogo, há muito tempo não jogava uma partida”, avaliou.

O elenco do Grêmio ganhou folga nesta segunda-feira. A partir desta terça, o técnico Renato Portaluppi vai começar a montar a equipe pensando no jogo com o Fluminense, no domingo. A expectativa por melhora ofensiva do time se dá pela possibilidade de retorno de Luan. Barrios, poupado contra o Bahia, tem a volta certa.



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