Ronaldinho deverá vir apenas em Junho

30 de dezembro de 2010 - Às 16:51
Mesmo após a reunião de Assis com os dirigentes do Milan, Ronaldinho deverá ficar no clube pelo menos até metade de 2011.
Antônio Vicente Martins disse que o negócio é de R$ 17,6 milhões e o Grêmio não tem todo esse dinheiro para pagar agora.
Com isso, ele não disputará o Gauchão, nem a Libertadores.
CONFIRA NA ÍNTEGRA, A ENTREVISTA DO DIRIGENTE TRICOLOR AO JORNAL ZERO HORA:
Zero Hora: O Grêmio tem dinheiro para pagar a indenização (8 milhões de euros, cerca de R$ 17,6 milhões) que o Milan fixou por Ronaldinho?
Antônio Vicente Martins: O Grêmio não tem esse recurso, ninguém tem. Sem dúvida, é um dos dificultadores da operação. Nosso negócio é com o jogador. E já é o maior negócio do futebol brasileiro.
Então, como acreditar que ele será contratado?
Ainda haverá muitas idas e vindas. Às vezes, se esconde uma carta, se faz um recuo estratégico, se pensa melhor em casa, com a cabeça no travesseiro.
Arrisca uma previsão para o fechamento do negócio?
Com certeza, não será em 2010. Pode ser no começo de 2011. A multa é um obstáculo, e se eles permanecerem com a posição desse pagamento, esse negócio fica adiado para o final de junho (data em que se encerra o contrato com o Milan e o jogador ficará livre).
O senhor mantém a mesma convicção de duas semanas atrás quanto a um final feliz?
Continuo. Mas com os pés no chão. Estou sendo muito coerente nas entrevistas. Não retiro o meu otimismo, mas o negócio ainda não está fechado.
Como evitar a frustração dos torcedores se Ronaldinho não for contratado?
Certamente a frustração seria grande. Para o próprio jogador, que está com vontade de jogar no Grêmio, para os dirigentes e para os torcedores, que, certamente, irão nos criticar. Mas temos que ser ousados na medida certa.
O que significa isso?
Não seremos irresponsáveis. O projeto é mais do que autossustentável, é rentável para o clube, mas se concluirmos que nos falta suporte para realizá-lo, não deixaremos a conta para que os outros paguem por conta de uma vaidade pessoal.

Certamente a frustração seria grande. Para o próprio jogador, que está com vontade de jogar no Grêmio, para os dirigentes e para os torcedores, que, certamente, irão nos criticar. Mas temos que ser ousados na medida certa.
O que significa isso?
Não seremos irresponsáveis. O projeto é mais do que autossustentável, é rentável para o clube, mas se concluirmos que nos falta suporte para realizá-lo, não deixaremos a conta para que os outros paguem por conta de uma vaidade pessoal.


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