Segundo o presidente do Grêmio, Romildo Bolzan, a compra da Arena está próxima. Em entrevista ao programa Balanço Final da Rádio Gaúcha neste domingo (22), o mandatário falou de detalhes do negócio, que pode estar perto de ser finalizado.

Bolzan declarou que algumas situações, que anteriormente não estavam definidas, agora foram resolvidas, e que falta pouco para que um acordo seja firmado.

— Temos uma situação que os bancos que são financiadores da construção concordam com a proposta, temos uma situação de negociação com a Arena que concorda em transmitir a operação do estádio para o Grêmio imediatamente, a única coisa que nos resta, que é a principal definidora dessa situação toda, é a possibilidade de finalizarmos a questão do entorno. Depois de uma grande evolução com o Ministério Público, Prefeitura de Porto Alegre, Terminal de Contas, o Grêmio e a própria Arena estabeleceram uma minuta de impedimento. Estamos aguardando a assinatura de só um ente desse processo, que é a Caixa Econômica Federal — disse Bolzan.

— Resolvidas essas instâncias de liberação, esse aspecto da Caixa, da sua segurança jurídica na formulação de negócio, diria que não resta absolutamente mais nada para anunciarmos essa situação de resolução do problema. Diria mais ainda: se isso não terminar até o final do ano de 2019, não finalizaremos em outra oportunidade, vamos liquidar o assunto por aqui. Ou termina até o final do ano, ou simplesmente o negócio acaba no esquecimento e acaba não acontecendo — completou o presidente.

Caso o negócio efetivamente não seja finalizado, e o Grêmio deixe de tratar da situação, o estádio seguirá sendo administrado pela Arena Porto-Alegrense, com o clube passando a gerir, definitivamente, apenas em 2033.

— Faço esse alerta à torcida do Grêmio e àqueles atores que estão trabalhando em todo o processo de organização dessa discussão, que se não acontecer até o final do ano, o Grêmio se retira definitivamente das discussões, não formula mais nenhuma situação nova, se dá por convencido que não há vontade política de resolver — reiterou Romildo Bolzan.



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