Romildo pede ajuda da Conmebol para mudança no calendário de jogos

Clubes brasileiros querem solução para problema com partidas durante datas-Fifa

21 de agosto de 2018 - Às 17:37
Foto: Angelo Werner / Especial / CP Memória

O presidente Romildo Bolzan Jr. causou polêmica ao declarar após a vitória do Grêmio sobre o Corinthians no sábado que iria pedir o adiamento dos jogos contra Santos e Inter, pelo Campeonato Brasileiro. O motivo eram as convocações de Everton e Kannemann para defender Brasil e Argentina na data-Fifa, que ocorre no período dessas partidas. Nesta terça-feira, o dirigente revelou que o assunto foi tratado na reunião dos clubes com a Conmebol, que teve presença da CBF, nessa segunda no Paraguai, mas garantiu que seu objetivo é iniciar um debate para mudar o calendário nacional.

“A gente fez um pedido para a Conmebol articular uma melhora nos calendários brasileiro e sul-americano. Que não se tenha rodada em data-Fifa, nem no dia nem pouco antes ou depois. Tem que ter boa vontade e articulação para isso. A gente pediu para que a Conmebol tivesse um papel de articulação nesse processo”, revelou Romildo. Além do Grêmio, Corinthians, Flamengo e Cruzeiro fizeram parte do pedido junto à Conmebol.

Além da mudança do calendário, Romildo garante que mantém a posição de querer o adiamento das partidas contra Santos e Inter, embora admita que a possibilidade é quase nula. Mesmo assim, ele acredita que o início da discussão poderá levar alterações para o futuro.

“Eu pedi a suspensão das rodadas verbalmente e continuo com essa posição, mas quero transformar isso em um debate maior. Não adianta adiar o jogo contra o Santos e o Gre-Nal e em seguido acontecer de novo. Queremos botar mais gente no debate e ajudar a construir algo novo, ajustando os calendários”, afirmou.

A CBF foi representada na reunião pelo seu diretor de competições Manuel Flores, que ouvi os pedidos dos dirigentes. Os clubes brasileiros ainda não tiveram uma resposta da Conmebol sobre uma possível interferência na discussão. “A Conmebol ficou de examinar e ver se podem articular alguma coisa. Eles não disseram o que vão fazer. Disseram que vão examinar”, contou.



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