Os números mostram que o Grêmio vive sua pior fase na temporada. Já são quatro jogos sem vencer, sendo três derrotas e um empate, este contra o Santos, na quinta-feira. O desempenho também, recentemente, tem ficado aquém. Até o momento, nenhum destes fatores, no entanto, abalam a confiança do clube no trabalho de Tiago Nunes.

Pelo contrário. Internamente, a diretoria gremista acredita numa retomada de aproveitamento em campo, atrelada a resultados positivos. O clube releva a instabilidade e a justifica com o surto de Covid-19 das últimas semanas, ainda que mantenha as cobranças diárias ao grupo de jogadores e comissão técnica.

— Pegamos o time numa situação de instabilidade, equilibramos, fomos campeões gaúchos com autoridade e aquilo deu moral. Achávamos que iríamos deslanchar, aí veio esse surto de Covid terrível. Isso teve os efeitos, empaca a conta. Obviamente nos atrasamos, perdemos um mês, voltamos a uma estaca anterior — admitiu o vice de futebol Marcos Herrmann.A comissão ficou muito animada com o trabalho, estamos animados. As conversas são diárias, notamos um ambiente positivo e construtivo.— Marcos Herrmann, vice de futebol

A sequência de infectados, entre funcionários e jogadores, começou após uma falha no protocolo do clube na comemoração do Gauchão, é verdade.

Tiago Nunes em empate do Grêmio — Foto: Eduardo Moura

Tiago Nunes em empate do Grêmio — Foto: Eduardo Moura

O Grêmio chegou a ficar 13 jogos invicto, entre os empates com Caxias e La Equidad. Porém, bastou passar alguns dias após a conquista estadual para que o momento ruim surgisse. Dos últimos sete jogos, a equipe perdeu três, venceu só dois e empatou dois.

O cenário decai quando constatada que essa é a pior série do Grêmio na temporada, com quatro jogos sem vencer. Antes disso, o Tricolor chegou a uma sequência de sete partidas, mas ocorreu durante o Brasileirão 2020, ainda com o técnico Renato Portaluppi.Até a final do Gauchão, a equipe vinha muito equilibrada. Naquele momento, teve uma quebra.— Tiago Nunes em entrevista coletvai

— Houve uma quebra de continuidade no processo de trabalho. Além dos atletas que ficaram afastados. Outros membros do nosso estafe, que são adjacentes, também foram afastados. É um momento muito duro de conseguir retomar o ritmo do trabalho. Com certeza, vamos buscar resultados importantes mais para frente — destacou o técnico.

Com dois meses desde sua estreia, Tiago tem o respaldo da direção para construir a retomada do time. Aliás, o processo teve um capítulo importante no último sábado, em uma reunião que buscou corrigir os problemas da equipe e debater a derrota para o Sport.

O efeito surtido ainda foi insuficiente para resultar numa vitória, mas dá subsídios para os comandantes do departamento de futebol.

— As conversas fazemos diariamente, obviamente com o Tiago. É do nosso padrão. Não precisa ser em situações especiais ou de revés. Fizemos sábado realmente uma reunião mais longa, passadas 48 horas do episódio do Recife. Sempre falamos de aspectos positivos e negativos, tivemos aspectos negativos para debater. Mas as conclusões são do treinador, não teve nada de extraordinário. É assim, faz parte, quando não temos bons resultados — contou Herrmann.

O ponto é que Tiago correrá contra o tempo para entregar resultados. O Grêmio tem quatro jogos até o Gre-Nal do Brasileirão e as oitavas da Sul-Americana, onde certamente o placar favorável pesará mais que o desempenho.

Após o empate com o Santos, a primeira vitória no Brasileirão pode surgir já neste domingo, às 20h30, contra o Fortaleza, na Arena, em jogo pela 7ª rodada. O Tricolor é o lanterna, com um ponto.



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