Mais que os jogos da rodada de abertura do Brasileirão, o domingo foi marcado pela suspensão de Goiás x São Paulo em cima da hora. Nove jogadores do Esmeraldino tiveram infecção pela Covid-19 confirmada no dia da partida, devido a uma falha de procedimento que atrasou a realização dos testes.

O assunto foi amplamente debatido após os confrontos de estreia da competição. O técnico do Grêmio, Renato Gaúcho, defendeu que a CBF tenha um protocolo “igual para todo mundo”, sob risco de novos problemas ocorrerem ao longo do campeonato.

– Não é possível que no Rio de Janeiro e São Paulo, os estados com mais óbitos, as pessoas não estão usando máscara e pode levar 12 jogadores para o banco. Aqui (no Rio Grande do Sul) é diferente. Tem que ser igual para todo mundo. Acho que todo o cuidado é pouco. Tem que obrigar todo mundo a fazer o exame, sim – destacou o treinador após a vitória sobre o Fluminense.

Renato Gaúcho, técnico do Grêmio — Foto: Eduardo Moura

Renato Gaúcho, técnico do Grêmio — Foto: Eduardo Moura

Mesmo que haja todas as restrições necessárias para proteger os envolvidos com o futebol da infecção pelo coronavírus, Renato afirma que novos casos como o do Goiás dificilmente não aparecerão. E voltou a cobrar uma postura mais definitiva da CBF.

– Esse tipo de problema é normal nesse mundo que a gente vive hoje. Jogadores ficam se abraçando, conversando, suando, se agarrando. Aí, já viu. É importante que a CBF decrete que todo mundo faça o teste. Não podemos achar que é normal que uma equipe que fez exame há três dias, não faça outro para outra partida – acrescentou.

O Grêmio já teve quatro jogadores do elenco diagnosticados com Covid-19 desde o início da pandemia: Diego Souza, Bruno Cortez e outros dois não revelados. Dirigentes, como o presidente Romildo Bolzan Júnior, e funcionários também contraíram a doença.



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