Renato, Geromel, Grohe… O início de cinco sonhos em que “deu tudo certo” para o Grêmio

16 de junho de 2020 - Às 07:09

As rede sociais foram infestadas, na última semana, do meme “o início do sonho, deu tudo certo”. As fotos, geralmente de casais apaixonados, mostravam o começo de uma relação e uma imagem atual do sucesso da mesma.

Pois bem. O GloboEsporte.com trouxe essa realidade para o futebol e relembra cinco histórias de ídolos gremistas que ajudaram em passagens relevantes nos últimos anos no Tricolor. O próprio clube usou a imagem de Renato para entrar na onda nas redes sociais (veja abaixo).

Renato

Renato  — Foto: Montagem sobre foto de arquivo pessoal e Lucas Uebel

Renato — Foto: Montagem sobre foto de arquivo pessoal e Lucas Uebel

O Início do sonho: o Grêmio mesmo se antecipou e usou a data dos 40 anos da estreia de Renato no clube para entrar na brincadeira. O então ponta-direita estreou em 15 de junho de 1980 com derrota para o Comercial, no Mato Grosso do Sul.

Deu tudo certo: apenas três anos depois, Renato chegaria ao ápice do sucesso em campo. Passe para gol na final da Libertadores de 83, contra o Peñarol, e dois gols na final do Mundial, sobre o Hamburgo. A linha do tempo corre para o futuro, mas as glórias também chegam: em sua terceira passagem como treinador, o ídolo é campeão da Copa do Brasil, em 2016, e da Libertadores, em 2017, e vira estátua na Arena.

Geromel

Geromel  — Foto: Montagem sobre fotos de Diego Guichard e Lucas Uebel

Geromel — Foto: Montagem sobre fotos de Diego Guichard e Lucas Uebel

O início do sonho: depois de um namoro durante o ano de 2013, o Grêmio enfim consegue a contratação de Pedro Geromel em dezembro. Mas o zagueiro era um ilustre desconhecido para os torcedores brasileiros. Miquel Alzamora, jornalista espanhol, ouvido pela Rádio Gaúcha na época, inclusive classificou-o como “muy malo” (mau jogador, em espanhol).

Deu tudo certo: Geromel chegava ao Grêmio justamente para ser reconhecido no Brasil. Depois de um período de adaptação, o zagueiro é titular indiscutível desde 2014. É o capitão e levantou a taça do tri da Libertadores, em 2017, além, claro, da conquista da Copa do Brasil no ano anterior e diversos prêmios individuais. Esteve no grupo da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2018, na Rússia.

Maicon

Maicon — Foto: Montagem sobre fotos de Eduardo Moura e Lucas Uebel

Maicon — Foto: Montagem sobre fotos de Eduardo Moura e Lucas Uebel

O início do sonho: o volante não vivia seus melhores dias no São Paulo. Era, como o próprio define, perseguido pela torcida e vaiado constantemente no Morumbi. A ponto de ir conversar com o então técnico Muricy Ramalho e pedir para deixar o clube em 2015. O Grêmio batia à porta.

Deu tudo certo: Maicon chegou como um pedido de Felipão para o meio-campo. Logo depois, firmou-se como referência no estilo gremista de jogo ofensivo. Foi capitão do Grêmio no título da Copa do Brasil com assistências na final, contra o Atlético-MG, no Mineirão. E, junto com Geromel, lidera o vestiário tricolor.

Everton

Everton  — Foto: Montagem sobre fotos de Diego Guichard e BP Filmes

Everton — Foto: Montagem sobre fotos de Diego Guichard e BP Filmes

O início do sonho: chegou por empréstimo em março de 2013 e foi comprado do Fortaleza em outubro. Subiu para o profissional em 2014 com Enderson Moreira. Desde então, já se esperava muito do jovem. A partir de 2015, alternava momentos entre titular e reserva.

Deu tudo certo: 2018 foi o ano da afirmação do Cebolinha no Grêmio. Renato o fixou como titular depois das saídas de Pedro Rocha e Fernandinho. O camisa 11 correspondeu e não parou de balançar as redes. No ano passado, foi o xodó da Seleção de Tite na conquista da Copa América em solo brasileiro. Antes, fazia parte do elenco nos títulos da Copa do Brasil e Libertadores.

Grohe

Marcelo Grohe  — Foto: Montagem sobre fotos de TXT Assessoria e Lucas Uebel

Marcelo Grohe — Foto: Montagem sobre fotos de TXT Assessoria e Lucas Uebel

O início do sonho: Grohe é o único da lista atualmente fora do Grêmio, mas entra como emblema da dedicação ao clube. Começou a treinar no Tricolor em 2000 e permaneceu até 2018. Subiu ao profissional em 2005, depois do título gaúcho sub-20, disputou a Série B, e viveu momentos conturbados até se firmar. Em 2012, por exemplo, fez um bom Brasileiro após a saída de Victor. Mas Luxemburgo defendeu a chegada de Dida, já experiente, para 2013, o que brecou a evolução do goleiro.

Deu tudo certo: a partir de 2014, firmou-se na meta do Grêmio e não perdeu a posição. Viveu a glória após a chegada de Renato. Na estreia do ídolo no comando, em 2016, contra o Athletico, uma falha. Mas a redenção veio nos pênaltis. A classificação às quartas daquela Copa do Brasil gerou um desabafo no goleiro e pavimentou aquele título e a Libertadores no ano seguinte.



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