O Grêmio já acertou a venda de Diego Rosa para o grupo City, acionista do clube de Manchester, da Inglaterra. Para o técnico Renato Gaúcho, negócios como esses são necessários para a sobrevivência do clube. E avisa: não será a última vez.

Assim como Diego, o atacante Tetê foi vendido pelo Grêmio ao Shakhtar Donetsk sem jogar no profissional. Já o volante de 17 anos pode render até 24 milhões de euros ao clube, caso cumpra objetivos no contrato.

Com o contexto de crise financeira durante a pandemia, Renato admite que o Tricolor não poderia perder uma oportunidade como esta, mesmo sem aproveitar a jovem promessa no time principal.

— Esse garoto (Diego Rosa) ainda não teve oportunidade, mas o clube precisa sobreviver. Ninguém garante que vá estourar. Graças a Deus, o Grêmio tem condições de vender um garoto antes mesmo do profissional. Prova a qualidade do trabalho na base. O clube não pode perder uma oportunidade. Seguimos torcendo por ele. Não é o primeiro e não vai ser o último — avaliou.

Diego Rosa em ação na Copa São Paulo deste ano — Foto: Guilherme Rodrigues/GR Press

Diego Rosa em ação na Copa São Paulo deste ano — Foto: Guilherme Rodrigues/GR Press

O volante já realizou exames médicos no Rio de Janeiro e está de volta a Porto Alegre. Os termos dos contratos ainda estão em processo de redação, e as assinaturas devem ocorrer até sexta-feira.

Inicialmente, o City pagará 6 milhões de euros (cerca de R$ 30 milhões) pelo negócio de forma parcelada. Um bônus, com meta ainda não revelada, renderá mais 4 milhões de euros (R$ 24 milhões).

Dos valores, o Grêmio receberá 70% – percentual adquirido recentemente – e os outros 30% serão do Vitória. O Tricolor mantém 15% dos direitos do jogador projetando uma futura venda.



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