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O que dizer de Renato Gaúcho? Alô presidente Romildo Bolzan Júnior, ainda é possível adiar a estátua? O maior ídolo da história do clube pelos feitos na Libertadores e Mundial de 1983 tirou o Tricolor da fila de 15 anos sem títulos de expressão com a Copa do Brasil do ano passado e agora brilha no olimpo dos maiores da história. Como técnico. Ele quebra mais um paradigma e torna-se o primeiro brasileiro campeão da Libertadores como jogador e treinador.

O Grêmio venceu o Lanús novamente nesta quarta-feira, no segundo jogo da final da Libertadores, na Argentina, e sagrou-se tricampeão da competição com o ídolo no comando. Nos 57 anos de história do torneio, somente sete profissionais haviam conquistado a distinção. Emocionado e saudando a torcida no gramado de La Fortaleza, Renato só teve palavras para dizer:

– Muita felicidade!

E Renato também tinha perdido uma chance, em 2008. À época treinador do Fluminense, Portaluppi enfrentou a equatoriana LDU na final daquele ano. Perdeu por 4 a 2 no primeiro jogo, em Quito, mas venceu de virada por 3 a 1 no Maracanã e levou a decisão para os pênaltis. Porém, Conca, Thiago Neves e Washington, destaques daquele time, erraram suas cobranças, e o Flu ficou com o vice.

Portaluppi se iguala agora aos argentinos Humberto Maschio, Roberto Ferreiro, José Omar Pastoriza, Nery Pumpido e Marcelo Gallardo e aos uruguaios Luis Cubillas e Juan Martín Mujica.



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