Após aderir formalmente à Liga do Futebol Brasileiro, a Libra, o Grêmio espera avanços nos debates até o fim deste ano. Quem afirma é o próprio presidente tricolor, Romildo Bolzan. Em entrevista exclusiva ao ge, o mandatário detalhou a situação do clube quanto à liga e as questões a serem discutidas em um futuro próximo.

Com os contratos de transmissão por encerrar ao final de 2023, o dirigente tem como preocupação, especialmente, a velocidade das negociações internas e com o outro bloco de clubes. Bolzan gostaria que houvesse uma definição até o fim de 2022 para que as discussões sobre a venda de direitos de transmissão possam evoluir.

Até o final do ano tem que ficar muito claro para todos (os clubes). Os contratos terminam em 2024. Até o fim deste ano tem que ter clareza de todas as partes – resumiu Bolzan ao ge.

O dirigente gremista já defendeu que a liga não tenha intermediários para negociar os contratos com os interessados pela transmissão. A intenção não é de vender o direito de negociação a um terceiro que possa lucrar em cima. É centralizar nas mãos dos clubes o produto.

Além disso, Bolzan também gostaria que ficassem bem definidos os gatilhos que impeçam uma diferença muito grande entre os clubes mais bem remunerados e os que ficam abaixo no ranking.

Logo depois de aprovação por parte do Conselho Deliberativo, o Grêmio oficializou a adesão à Libra e divulgou nota manifestando a preocupação para que haja debate interno sobre as regras da divisão de receitas entre os clubes associados.

Uma liga de futebol é uma demanda antiga. Quando se faz uma liga tem que ter alguns conceitos fundamentais. Entender que possam melhorar a posição de negociação no futebol e não diminuir em condições. Para que isso aconteça, ou vende melhor teus contratos ou faz uma rede de distribuição. Como está, tem que melhorar. O Grêmio aderiu à liga por conta disso. Não pela organização de campeonato, mas pelo aspecto político de mais força de negócio, capacidade de folha, um produto uniforme – destacou Romildo.

O Grêmio aderiu definitivo e tem pautas para ser amadurecidas. A melhor foi a questão de governança, e a outra que é mais acessível é verificar como serão os recursos, o ranqueamento disso, a partir dessa transição que pode ser de dois ou quatro anos, mas os contratos que a liga vai vender.
— Romildo Bolzan

Neste momento, 14 clubes, entre as Séries A e B, compõem o bloco da Liga do Futebol Brasileiro. Em contrapartida, equipes que não assinaram formaram um segundo bloco em torno do já criado movimento Forte Futebol Brasil, sob liderança informal de Fluminense e Athletico-PR e que conta atualmente com 25 times no total.



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