Foto: Fabiano do Amaral

Desde que ganhou a Copa do Brasil do ano passado, o Grêmio tem experimentado uma nova realidade. A quebra do jejum de títulos parece ter alavancado o clube, elevado a sua autoestima. O quadro social aumentou significativamente e as vendas de produtos licenciados crescem à medida em que os resultados de campo empolgam o torcedor.

E a chegada à quinta decisão de Libertadores da América faz com que esse cenário seja ainda mais promissor.

O Tricolor está em evidência, mas o momento atual é consequência de um planejamento traçado e seguido à risca pelo presidente Romildo Bolzan Jr. e seus pares.

Bolzan assumiu a presidência no biênio 2015/16. Ao término do primeiro mandato, foi reeleito para mais três anos.

Uma continuidade de trabalho que tem se mostrado acertada e eficaz. O presidente nunca escondeu que o clube precisaria de uma política de austeridade financeira, do chamado “sacrifício” para se manter viável financeiramente e projetar um futuro próximo promissor.

Mas também sempre fez questão de ressaltar que o Grêmio não deixaria de ter um time competitivo. E a classificação à final da Libertadores da América vai ao encontro desse pensamento. “É resultado de uma política que priorizou, em primeiro lugar, a manutenção do elenco. Essa história de você achar que a cada ano se faz um time diferente e ele sai pronto pode até acontecer, mas, via de regra, a política mais correta para trabalhar uma situação de segurança no desenvolvimento de um plantel é permanecer com ele por mais tempo”, destaca Romildo.

Marcelo Grohe, Pedro Geromel, Maicon, Ramiro, Luan, Marcelo Oliveira, Everton, para citar alguns exemplos, são atletas que há anos defendem o clube, já criaram uma identidade com o Grêmio. “Você acredita nas peças, desenvolve elas, apoia o teu jogador, cria condições para ele desenvolver seu melhor futebol e ter uma situação de equilíbrio emocional. O Grêmio priorizou isso, nós mantivemos a base há praticamente três, quatro anos. E isso vai nos dando os resultados que estamos alcançando hoje, isso não é de graça.

Os resultados chegam porque houve manutenção básica de um elenco que se acostumou a jogar junto,

foi qualificado na medida do possível e apresenta esses resultados porque as peças estão corretas”, explica o presidente.

Segundo ele, o Grêmio é um clube que se sustenta com arrecadações próprias.  O Quadro Social saltou de 45 para 85 mil sócios em menos de um ano – números que configuram uma arrecadação de cerca de R$ 6 milhões/mês somente com o associado. Mas o sucesso do time dentro de campo também traz desafios. “O torcedor está respondendo porque se sente contemplado. O nosso desejo é atingir os 100 mil sócios o mais rápido possível. Isso é reflexo do momento que vivemos, mas o clube não passa só por bons momentos,  então o desafio é transformar isso em uma fidelidade absoluta, sem depender do momento”, argumenta o presidente.

Romildo Bolzan acertou em cheio, quando do sorteio dos grupos da Libertadores, ao projetar os times que na visão dele poderiam chegar nas fases finais.

Além das equipes brasileiras, que acabaram ficando no meio do caminho, ele citou o argentino Lanús como forte candidato ao título. “O Lanús tem um coletivo muito forte,  uma desenvoltura, tranquilidade e consciência para jogar. Vendo o time deles jogar, pode-se comprovar esse diagnóstico. O Lanús chega com absoluto mérito à final.

Ganharam do River porque tiveram mais vontade. Uma final entre River e Grêmio seria mais charmosa, uma final entre Lanús e Grêmio será muito mais disputada.”



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