Foto: Lucas Uebel/Grêmio

O Grêmio não depositou os valores referentes aos direitos de imagem dos jogadores no último dia 20 e acertou o pagamento desta parte dos vencimentos dos atletas para janeiro de 2022.

O atraso é justificado por dois pontos: primeiro, pela ausência do pagamento de valores referentes à participação no Brasileirão. Como foi rebaixado, o Grêmio não recebeu nenhuma quantia – o 16º colocado recebeu R$ 11,8 milhões, por exemplo.

O segundo ponto citado é a inadimplência do Porto, de Portugal, de cerca de R$ 15 milhões referentes à venda do atacante Pepê em novembro. O Tricolor cobra os lusos na Fifa. O impacto geral no fluxo de caixa gremista foi de R$ 25 a 30 milhões por conta destas situações.

A promessa da diretoria gremista é que a situação esteja equalizada já nos primeiros dias de janeiro, com toda a reorganização financeira já feita. O clube também reforça que o pagamento do 13º salário e demais vencimentos está em dia.

– Em virtude do descenso à Série B, o clube não fará jus a nenhum valor de direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro de 2021 por performance, o que significa, no mínimo R$ 11,8 milhões, valor que cabe ao 16º lugar. Considerando este desencaixe pontual em nosso fluxo de caixa, os valores de remuneração devidos no dia 20 de dezembro serão pagos normalmente durante o mês de janeiro de 2022. Todos os demais valores, inclusive 13º salário, como sempre, estão rigorosamente quitados e em dia – afirmou o CEO do Grêmio, Carlos Amodeo, ao ge.

Os direitos de imagem compõem parte da remuneração dos jogadores, não podendo ultrapassar 40% do total. A diretoria não irá recorrer a empréstimos bancários até o final de 2021.

Na semana passada, o Grêmio votou o orçamento para 2022 e também a suplementação orçamentária na temporada 2021. O clube gaúcho fechou o ano com superávit de R$ 7,4 milhões, apesar do aumento de gastos em relação ao previsto inicialmente.

O Grêmio pretende fazer um profundo corte na folha salarial e ter uma redução de 50% na próxima temporada – passar de cerca de R$ 15 milhões para R$ 7 milhões. A projeção é que as saídas dos atletas com fim de contrato em dezembro signifique uma redução de R$ 2 milhões mensais.



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