Rodrigo Fatturi / Grêmio FBPA

As categorias de base do Grêmio têm ganhado cada vez mais destaque pelos jogadores revelados nos últimos anos. De goleiro a centroavante, o Tricolor volta cada vez mais as suas atenções para os talentos formados em casa: Léo Jardim, Arthur, Walace, Everton e Luan são jogadores que no Grêmio ganharam os holofotes. E vem mais por aí, Victor Bobsin, Diego Rosa, Pedro Lucas, Elias, Rildo também já vão ganhando seus momentos de fama. A partir desta segunda-feira (6), GaúchaZH inicia uma série de cinco matérias sobre atletas da base do Tricolor que ainda não apareceram tanto, mas que têm potencial para surgirem logo na sequência.

Leonardo Berteli Fenga, mais conhecido como Léo Fenga, é natural de Limeira, São Paulo, tem 18 anos, está no Grêmio desde 2014 e, na última semana, renovou o seu contrato com o clube gaúcho até 2023. Em um futebol moderno, dentro do Tricolor, ele é tido como atacante, podendo atuar em qualquer uma das funções da frente, tanto pela beira do campo, como Everton e Pepê, como falso 9, como Luan na temporada de 2016.

— Ele é um atleta de muita personalidade, é diferente, vai querer debater contigo sobre os movimentos que tem que fazer durante a partida. Tem uma técnica muito apurada, lê muito bem o jogo. A principal característica dele é o poder de finalização, de perto e de dentro da área. Esperto para achar a finalização. Lembra o Jonas um pouco. Não é veloz, mas também não é lento. Ele joga mais como segundo atacante, ele trabalha nas duas (pela beirada e como centroavante) — conta Douglas Rodrigues, técnico do sub-17 do Grêmio e que trabalhou por três anos com o garoto.

Os números do último Brasileirão sub-17 mostram o faro de artilheiro de Léo Fenga. Na temporada passada da competição, foram seis gols marcados em nove partidas, quando o Grêmio alcançou a semifinal, mas acabou sendo eliminado pelo Corinthians. Ele foi um dos destaques gremistas e artilheiro do clube no campeonato. Ao término de 2019, foi alçado para a categoria seguinte (sub-19). Ainda assim, existe um entendimento, devido ao potencial do atleta, que o atacante pode evoluir ainda mais dentro do clube.

— Ele já está há bastante tempo no clube, uns seis anos, é um jogador muito inteligente, com características difíceis de encontrar, joga por fora e por dentro. Acredito que ele possa evoluir em todos os aspectos. Quando ele avança de categoria, ele precisa retomar todas as coisas, nunca fecha o ciclo da aprendizagem. A cada ano vai enfrentar defensores mais fortes, mais rápidos, é uma questão de adaptação a cada categoria. Um jogador que sempre faz gols, a maioria deles decisivos — ressalta Wagner Gonçalves, coordenador técnico das categorias de base.

O torcedor gremista pode pensar a quem do elenco gremista Léo Fenga se assemelha por características, afinal pode jogar tanto na posição de Everton, quanto na de Pepê ou até mesmo na de Diego Souza.

— Ele é um segundo atacante, não é o Pepê. Mais próximo do Everton, mas completamente diferente a característica. É um jogador esperto e objetivo — finaliza Wagner.

Caso siga o processo natural dentro do clube, Fenga teria que passar ainda pelo sub-20, pela Transição até ser alçado ao time profissional do Grêmio, mas pelos exemplos recentes, caso tenha muito destaque na base, pode pular etapas e chegar mais cedo a equipe principal.



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