A paralisação das atividades no Grêmio, agora por tempo indeterminado, não significa férias para o grupo de jogadores. O zagueiro Paulo Miranda é um dos atletas que procura manter a forma física durante o período de quarentena em casa. Diariamente, segue as orientações de um personal trainer para estar na melhor condição possível quando for chamado novamente pelo clube. Ainda assim, admite preocupação com o que vem por aí.

Paulo Miranda, zagueiro do Grêmio — Foto: Lucas Bubols/GloboEsporte.com

Paulo Miranda, zagueiro do Grêmio — Foto: Lucas Bubols/GloboEsporte.com

A suspensão das atividades no clube sem prazo para retorno foi informada pelo Grêmio nesta segunda-feira. Os jogadores, no entanto, podem ser chamados a qualquer momento para avaliações com o departamento médico ou para treinos. Por isso, precisam se manter ativos.

— Chegou a mensagem de parar por tempo indeterminado. Ficamos um pouco preocupados, não sabemos quando que vai voltar tudo ao normal, pode ser um mês, dois, amanhã ou depois. Temos que ter a consciência, precisamos do corpo para poder estar sempre bem. Nós jogadores temos essa consciência, mesmo em casa continuamos trabalhando — destacou Paulo Miranda em contato por telefone com o GloboEsporte.com.

Antes mesmo da decisão, após avaliações feitas na sexta-feira, o elenco já havia recebido uma cartilha para fazer exercícios em casa durante o período de isolamento. Paulo Miranda mantém rotina de trabalhos funcionais, abdominais e aeróbicos em uma quadra de esportes no seu prédio. Também chegou a fazer hidrobike (pedalar embaixo d’água) e exercícios estimulados por choques.

“Procurei meu personal para me auxiliar, fazer os funcionais, corridas, tratamento de choque, para manter a resistência, para estar sempre bem. Uma hora ou outra volta, para não perder totalmente o físico” (Paulo Miranda)

A convivência com os companheiros de vestiário faz falta ao defensor. Paulo Miranda relata, como todos vivendo isolados no momento, a dificuldade para entreter os filhos, também afastados da escola. Os atletas mantêm contato por aplicativos de mensagens.

— A gente acaba procurando fazer muitas brincadeiras com os filhos também para poder passar o tempo rápido, eles estão acostumados a ir para escola. E faço minhas atividades em casa, para mim não parar totalmente, uma hora ou outra isso acaba e a gente pode voltar ao futebol — completou.

O cenário provocado pela pandemia do coronavírus é de indefinição no futebol brasileiro. O Campeonato Gaúcho tem paralisação confirmada até dia 31 de março, mas a situação deve se estender por mais tempo. Já a Libertadores só tem retorno previsto para 5 de maio, mas também pode ser adiada por mais tempo.



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