A Comissão Nacional dos Clubes enviou nesta segunda-feira uma proposta para a Federação dos Atletas Profissionais de Futebol na qual propõe que enquanto o futebol estiver paralisado por causa da pandemia de coronavírus tenha: férias coletivas a partir de abril, 10 dias de férias entre o fim do ano de 2020 e início de 2021 e redução de 25% nos salários dos jogadores. Grande preocupação dos atletas, o pagamento do mês de março será feito integralmente. O calendário do futebol brasileiro, a princípio, iria até 30 de dezembro.

Em um dia turbulento, com revogação de parte da Medida Provisória 927 (que tratava sobre suspensão de pagamento de até quatro meses de salário), a reunião entre representantes de 46 clubes foi realizada por videoconferência. Uma parte mantida é a de permissão de férias coletivas por parte das empresas. Apesar de o CNC pedir resposta em até 48 horas pela Fenapaf, os clubes já poderiam dar férias coletivas aos jogadores, conforme a MP.

Presidente do Fluminense, Mário Bittencourt é o representante dos clubes nas negociações com os atletas — Foto: Ronald Lincoln

Presidente do Fluminense, Mário Bittencourt é o representante dos clubes nas negociações com os atletas — Foto: Ronald Lincol

Originalmente, a ideia da CNC era conceder 30 dias de férias aos atletas a partir desta segunda-feira, antecipando quaisquer férias proporcionais que eles teriam ainda neste ano. Se depois desse período não fosse possível retomar o futebol, haveria a redução do salário em 50% por 30 dias. Caso, ainda assim, não desse para competir, os contratos seriam suspensos. Mas isso foi retirado desta proposta e substituído pela redução de 25% do salário enquanto houver a paralisação (máximo permitido pela lei trabalhista).



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