“Não quero que ninguém seja padre em campo”, diz Renato sobre reclamações

Técnico do Grêmio minimizou irritação dos jogadores no empate com Santos

31 de julho de 2017 - Às 05:50
Foto: Lucas Uebel

O empate com o Santos neste domingo na Arena terminou com clima tenso. Os jogadores do Grêmio mostraram irritação com a arbitragem ao deixar o gramado. O Tricolor ainda perdeu Edílson, expulso, e Pedro Geromel, pelo terceiro amarelo, em um lance no final da partida em que o lateral deu um empurrão em Thiago Ribeiro. Após o jogo, o técnico Renato Portaluppi foi questionado sobre uma eventual preocupação com essa questão anímica e respondeu com uma resposta que chamou atenção.

Renato disse que pede sempre para seus jogadores terem respeito com os árbitros e os adversários, mas que não quer que “ninguém seja padre em campo. “A gente ensina as coisas para eles. Não quero que minha equipe seja freira, não quero que ninguém seja padre dentro do campo. Acho que na hora de chegar junto tem que chegar para mostrar que tem gente em casa. Sempre falo para eles terem respeito com adversário e arbitragem. O meu time está lá e é de homens. O meu time também não vai aceitar tudo cabisbaixo e com as mãozinhas para trás”, afirmou Renato, que evitou criticar Edílson pela expulsão.

“O Edílson quis bater a falta rápida porque nós queríamos placar. O jogador do Santos ficou na frente, ele empurrou e o árbitro achou melhor dar o cartão. Mas como falei, meu time não é de padre. Na hora de chegar junto o meu time vai chegar junto”, continuou.

Renato, porém evitou fazer críticas ao árbitro Braulio da Silva Machado. “Não gosto de falar de arbitragem. Deixo para a diretoria e para vocês (imprensa) se quiserem falar. Eu tenho que analisar a minha equipe dentro de campo. Se eu falar de arbitragem, alguns vão a favor, outros vão contra, amanhã ou depois um árbitro compra o barulho do amigo. Procuro treinar minha equipe para ela jogar futebol e ela tem feito isso”, finalizou.



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