Foto: Lucas Uebel / Grêmio / Divulgação / cP

A goleada do Grêmio por 5 a 2 contra o Botafogo na noite de segunda-feira passou por uma mudança de postura dentro de campo. Diferentemente de outras partidas, quando abriu vantagem no placar e relaxou – como na derrota de virada no Gre-Nal e no empate por 3 a 3 contra o Santos –, desta vez o Tricolor não baixou a guarda e continuou atacando. “Nos comportamos bem desde o primeiro minuto, continuamos em cima, buscando liquidar a partida. Tivemos algumas oportunidades e conseguimos fazer cinco gols. No momento em que a gente ataca como fizemos acabamos deixando espaço para o adversário. Sofremos dois gols, mas o importante foi a intensidade que mantivemos”, avaliou o técnico Renato Portualuppi.

O treinador considerou que o fato do time voltar a vencer após sete jogos e o comportamento da equipe foram importantes, porque o clube continua com uma meta no Brasileirão. “Temos mais três jogos e nosso objetivo é buscarmos a (vaga na) Libertadores diretamente”, pontuou. Para o treinador, foram fundamentais para a conduta mais assertiva mudanças táticas e disposições individuais dos atletas.

“Todo jogador é importante, nem sempre um jogador vai jogar o ano todo bem, às vezes cai um pouquinho que produção, mas é algo normal em qualquer parte do mundo. Todo mundo sabe que é um grande jogador, nos ajuda bastante. Cobro bastante dos nossos volantes que pise na área”, falou, referindo-se a Matheus Henrique, que marcou dois gols na partida e vestiu a braçadeira de capitão em alguns minutos na partida.

Elogios a Jean Pyerre
O técnico também comentou a boa apresentação de Jean Pyerre no confronto de ontem – o camisa 10 vive altos e baixos na temporada. “O que eu mais cobro do Jean é estar próximo da área. Se eu cobro, é porque tem a capacidade de fazer, ele é um jogador importante, jovem. A gente sabe da habilidade, da inteligência dele. Se ele tem essas características, tem que ser cobrado, não vou cobrar de quem não tem condições de nos dar o que eu quero”, disse.

“Muita gente acha que eu pego no pé do Jean. O faço porque ele tem que fazer mais. Essa cobrança que faço em público, não é crítica. Ele sabe disso, converso diariamente. Elogiei ele depois e no intervalo do jogo. Quando ele não chega na área, não pode ficar somente tocando a bola, ele tem que usar suas qualidades a favor dele, a favor do time. Já provou em outros jogos que condições. Se escutar e fizer, a evolução dele será ainda maior”, completou, apontando que os volantes do Grêmio têm obrigação de se unir mais aos atacantes.



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