Foto: Reprodução / Youtube / CP

Em menos de seis meses, Michel passou de uma aposta do Grêmio, especialmente do departamento de futebol, a realidade. Apesar do pouco cartaz, o volante se adonou do meio-campo do time, sem se importar com rótulos ou status, e hoje é titular sem contestações da equipe prestes a encarar duas decisões de mata-mata, contra o Atlético-PR, nesta quarta, na Arena, pela Copa do Brasil, e na próxima terça, contra o Godoy Cruz, pela Libertadores.

Michel chegou ao clube como campeão da Série B pelo Atlético-GO. Mas sem a badalação de reforços de peso como Lucas Barrios ou com a repercussão do veterano Léo Moura. Ganhou chances aos poucos, se firmou e hoje briga novamente por títulos nacionais, desta vez na Série A e na Copa do Brasil, e até mesmo internacionais, como a Libertadores.

Encontrou exemplos de superação desde cedo em sua trajetória. Começou nos mesmo campos de Romário, na Penha, comunidade no Rio de Janeiro. Depois, iniciou no São Cristóvão, berço de Ronaldo. E passou pelo Porto Alegre quando Ronaldinho Gaúcho e seu irmão, Assis, eram os donos do clube.

– Confesso que esperava um pouco mais de tempo (para deslanchar), pela adaptação e até mesmo confiança do Renato e diretoria. Querendo ou não, vim como aposta. A oportunidade apareceu e consegui mostrar em campo, ganhar a confiança do Renato, estar ajudando o Grêmio não só na marcação, ali, que é minha função, mas fazendo meus golzinhos de vez em quando. Mais importante é estar ajudando o Grêmio. É só alegria – disse Michel.

Como em uma mesa de pôquer, Michel foi o “all-in”. E limpou as fichas com seu rendimento neste início no Tricolor. No ano, contabiliza quatro gols marcados, três deles no Brasileirão, e é o segundo da equipe em passes e desarmes certos, atrás de Arthur, conforme dados do Footstas.



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