A retomada de campeonatos de futebol ao redor do mundo tem apresentado uma nova realidade: jogos com portões fechados. A prática deve ser reproduzida no Brasil. Para Matheus Henrique, volante do Grêmio, partidas sem público terão o “bônus” da comunicação em campo. Por outro lado, o espetáculo não estará completo sem os torcedores.

A tendência é que o Campeonato Gaúcho seja a primeira competição a retornar para o Grêmio. Nesse caso, já está definido que os jogos ocorrerão com portões fechados. Ainda assim, Matheus reconhece que já estará feliz de voltar aos gramados.

— O bom é que a gente consegue se comunicar. Quando a Arena tem 50 mil torcedores a gente não consegue escutar nada, não escuta o companheiro, o Renato. Desse lado, favorece. Mas é ruim. Porque a gente gosta, o futebol é um espetáculo, precisamos dos espectadores também. Mas só de estarmos atuando, já vamos estar felizes — disse o jogador em entrevista ao clube.

Matheus Henrique, do Grêmio, treina durante pandemia — Foto: Lucas Uebel/DVG/Grêmio

Matheus Henrique, do Grêmio, treina durante pandemia — Foto: Lucas Uebel/DVG/Grêmio

Curiosamente, o último jogo do Grêmio antes da parada por conta da pandemia de coronavírus foi sem público. A vitória por 3 a 2 diante do São Luiz ocorreu na Arena. Matheus lembra o quão estranho foi jogar dessa maneira e que levará um tempo até os jogadores se acostumarem.

— Aquele jogo ali do São Luiz já foi difícil, estranho. Foi uma experiência nova que nunca tínhamos vivido. Acredito que quando voltarem os jogos vai ter um tempo até acostumar. O importante é estar dentro de campo — complementou.

Enquanto o futebol não volta, Matheus Henrique segue treinando no Grêmio com os mesmos protocolos de segurança sanitária e de distanciamento. Não há, ainda, previsão de alterações na programação do clube.

O Gauchão está suspenso desde o dia de 16 de março. A Federação Gaúcha de Futebol (FGF) pretendia retomar a competição em 15 de julho. Mas o novo decreto estadual coloca em xeque esta previsão. A tendência é de que se estipule um novo prazo na reunião de quinta-feira entre federação e governo.



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