Foto: Ricardo Giusti

A má impressão deixada pelo Pachuca na vitória magra sobre o Wydad Casablanca não diminuiu a atenção que o Grêmio está dando ao adversário de terça-feira na semifinal do Mundial de Clubes da Fifa. Bem pelo contrário, o desempenho fraco dos mexicanos serve como alerta para que um tropeço não venha acabar com o sonho do bicampeonato mundial.

“É uma equipe que tem uma transição muito rápida. O Honda (meia japonês) é um grande jogador, que flutua bastante pelo meio-campo. Mas além de ter a preocupação com o time deles, nós temos que cuidar da nossa preparação. Tudo que passou (título da Libertadores) foi muito legal. Agora podemos premiar com esses dois jogos”, destacou o lateral-direito Edilson.

Renato Portaluppi abriu somente os primeiros 20 minutos do trabalho realizado na tarde deste domingo (manhã no Brasil) no estádio do Al Ain. A dúvida entre Maicon e Michel na vaga de Arthur vai perdurar até momentos antes de a bola rolar na terça-feira. O zagueiro Kannemann, recuperado de uma gripe, participou normalmente. O ambiente entre os atletas era de muita descontração. Um possível cansaço pelo desgaste do final de temporada e também em virtude da longa viagem até os Emirados Árabes, somada ao fuso horário, parece não atrapalhar. “Nós tivemos uma parte final de Libertadores que exigiu muito de nós, principalmente da parte mental, ainda mais em mata-mata. Mas nossa equipe está bem preparada, não tem cansaço, estamos disputando um Mundial”, acrescentou Edilson.

Nesta segunda-feira, o Grêmio treina no estádio do Al Ain, chamado de Tahnoun Bin Mohammed Stadium, e depois vai fazer o reconhecimento do local da partida de terça diante do Pachuca, o Hazza bin Zayed. A Fifa não autorizou que o Tricolor treinasse no palco do jogo – é permitido apenas caminhar no gramado. A segunda-feira também reserva a primeira entrevista do técnico Renato Portaluppi nos Emirados Árabes.



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