Lucas Uebel / Grêmio / Divulgação

Demorou pouco tempo para ver o quanto significava para Lucas Leiva retornar ao Grêmio. Antes mesmo da coletiva de chegada do volante começar na tarde desta segunda-feira (27), sua esposa, Arianna Lima derramava lágrimas na sala de conferências da Arena. Além dela, os filhos Valentina e Pedro e outros quatro integrantes da família Leiva, todos uniformizados, estavam presentes para acompanhar a apresentação oficial do jogador.

Lucas recebeu das mãos do presidente Romildo Bolzan e do vice de futebol Dênis Abrahão a camisa número 15, 15 anos depois de ter deixado o Olímpico, onde chegou aos 15 anos, para jogar no Liverpool.

— Eles sabem da felicidade de poder retornar, da minha alegria. Eles estão comigo sempre. É uma motivação a mais – destacou ao comentar a presença da família. — É difícil falar do Grêmio, porque foi o início do meu sonho. Vivenciei todos os momentos do Grêmio. O que me fez voltar foi o desejo de poder contribuir e encerrar um ciclo da minha carreira onde comecei. Eu tinha esse sonho. O momento chegou. Não importa aonde o Grêmio está, o importante é representar esse time que significa tanto para mim. — complementou.

Lucas passa a ser a principal contratação gremista para a temporada e tem como missão ajudar a fazer o clube voltar à elite do futebol brasileiro. Sem jogar desde maio e tendo disputado 90 minutos pela última em março, o meio-campista começará agora as preparações para a sua estreia.

Ele se mostrou animado poder entrar em campo em 19 de julho, um dia depois da reabertura da janela de transferências. Na data, o Grêmio terá o Brusque como adversário.

— Tenho feito treinamento de manutenção. Vamos poder saber um pouco melhor nas próximas semanas. Há grande chances de estar disponível no primeiro jogo — explicou.

As conversas para a segunda passagem pelo Tricolor começaram em fevereiro. Elas se intensificaram após o fim da temporada europeia. Após muita conversa, com os dois lados cedendo na negociação, o acordo foi selado.

— É difícil falar do Grêmio, porque foi o início do meu sonho. Vivenciei todos os momentos do Grêmio. O que me fez voltar foi o desejo de poder contribuir e encerrar um ciclo da minha carreira onde comecei. Eu tinha esse sonho. O momento chegou. Não importa aonde o Grêmio está, o importante é representar esse time que significa tanto para mim.

Assim como quando se firmou no elenco principal, Lucas terá de encarar a Segunda Divisão mais uma vez. Com bom humor, ele disse que não quer reviver a Batalha dos Aflitos.

— Fácil nunca é. Está muito competitivo. Não dá para ser a Batalha, hoje tem um VAR. Se tiver de sofrer como em 2005, terminando da mesma forma, a gente pode suportar.

Na primeira passagem do jogador pelo Grêmio, ele vestiu a camisa tricolor em 79 jogos e marcou 11 gols. Participou na campanha da Série B de 2005, do vice-campeonato da Libertadores dois anos depois, além de ter sido campeão gaúcho em 2006 e 2007.

Depois de 544 jogos na Europa, entre Liverpool e Lazio, Lucas se fixou como primeiro volante, mas afirmou que atuará onde o técnico Roger Machado precisar de seus serviços.

Esses números estão prestes a aumentar. Assim que a entrevista se encerrou, ouviu a seguinte pergunta de Dênis Abrahão.

— Vamos treinar, meu?

— Vamos lá, chega de falar — respondeu de primeira.



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