Foto: Ricardo Giusti

Mais uma vez, o presidente Fábio Koff está confiante que o Grêmio irá conquistar o tricampeonato da América. Para dirigente mais vitorioso da história do clube, o trabalho desenvolvido por Romildo Bolzan Júnior e Renato Portaluppi é merecedor de um título importante. Confira a entrevista completa para o programa Agora, com o jornalista Felipe Vieira:

Como o senhor está nesta quarta-feira dia da final da Libertadores?

Koff: “Está pulsando acelerado. Embora tenha vivido grandes momentos da minha vida envolvido com o Grêmio e emoções que vi, não posso ficar insensível com um momento tão importante na história do clube”.

Romildo Bolzan e Renato Portaluppi estão no momento certo para conquistar o tricampeonato?

Koff: “Demonstraram que sim. O Romildo foi uma escolha unânime do conselho de administração que eu presidia na última gestão que tive no Grêmio. É propositivo, inteligente, um homem sério e que gosta do que faz. Está fazendo uma gestão perfeita no clube”.

“O Renato está ligado a história do Grêmio. E as páginas mais vitoriosas do clube registram o nome dele como atleta e como treinador. E tem demonstrado muita competência. Me sinto orgulhoso por ter iniciado a vida profissional dele quanto era presidente do Grêmio em 1982/1983. O Renato praticamente começou lá na reserva do Ênio Andrade. Surgiu em uma final do Campeonato Brasileiro contra o Flamengo. Daí para frente só se consagrou, como atleta e como treinador. Ele é extremamente inteligente e uma figura singular na história do Grêmio”.

Em 28 de julho de 1983, conquista do primeiro título contra o Peñarol, o senhor tinha certeza da conquista?

Koff: “Olha se é para confirmar o que estou sentindo hoje, aquela oportunidade também tinha o sentimento que o Grêmio seria campeão. Desde o momento que viajamos para Montevidéu e aceitamos a proposta do Peñarol de que houvesse uma inversão no mando de jogos, com o primeiro jogo no Uruguai e o segundo no Olímpico, para proporcionar ao clube uruguaio um evento (amistoso) de colocação de faixas em um campeão da Europa… Lembro até hoje que o presidente do Peñarol agradeceu e disse que a equipe dele jogava melhor fora de casa. Não foi o que mostrou o resultado. Com jogadas do Renato que culminaram com um gol antológico. Tive o privilégio de ter vivido três momentos da história do Grêmio. Sou torcedor de arquibancada de madeira e de cimento. Depois vivi momentos de glória no Olímpico, como torcedor e como dirigente. Agora estou vivenciando esse momento tão bom do clube se projetando no cenário internacional”.

Presidente em 30 de agosto de 1995 também estava com o palpite do bicampeonato?

Koff: “Estava e o interessante é que uma das razões que me fizeram voltar foi uma conversa em uma viagem. A minha mulher me perguntou: ‘Por que tu vai voltar? Já foste campeão, então, por que voltar agora?’. Disse que queria voltar para que Grêmio voltasse a ser campeão da Libertadores de novo”.

O senhor irá repetir algum ritual que teve nas últimas duas vezes?

Koff: “Eu me visto durante os jogos com as cores do Grêmio. Tem uma camisa que eu guardo por simpatia. Ela é azul com uma faixa branca e azul mais clara nos ombros”.

Conversou com Romildo Bolzan ou com o Renato Portaluppi nas últimas horas?

Koff“Não tenho conversado. Não tive oportunidade”.

E a última vez que conversou com o Renato?

Koff: “Quase sempre eu converso com o Renato. Procuro me não envolver emocionalmente neste período que estou, pois não é possível”.

E com o Romildo?

Koff: “Tenho conversado. (…) Se ele pedir (conselhos), sim. Senão fico na minha. Gosto muito dele e ele tem a experiência suficiente, é muito inteligente e vive um grande momento”.

Recado para os gremistas…

Koff: “Que os gremistas acreditem que vai ser possível. Vamos conquistar o título”.



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