O juiz Marco Aurélio Martins Xavier, do Juizado do Torcedor e Grandes Eventos, decidiu no sábado suspender as torcidas Geral do Grêmio e Torcida Jovem e proibir os quatro torcedores presos no protesto em frente ao Centro de Treinamentos Presidente Luiz Carvalho de ingressarem na Arena. A sentença acolhe o pedido do Ministério Público feito na quinta.

De acordo com o magistrado, a medida cautelar proíbe todos os integrantes de ocuparem o local destinado às torcidas organizadas na Arena.

Eles também “ficam proibidos de ingressar em qualquer outro local do estádio se estiverem portando vestimentas da torcida, instrumentos de percussão, ou qualquer outro meio de identificação dessas organizadas”.

– A vigência dessa medida restritiva será até que todos os responsáveis pelos delitos sejam identificados, limitado ao prazo de 180 dias, contados da data de liberação do acesso de torcedores ao estádio – explica Xavier em sua decisão.

Uma audiência com os lideres das organizadas está marcada para 17 de setembro. O descumprimento das medidas cautelares tem multa de R$ 5 mil.

Já os quatro torcedores detidos deverão se apresentar à polícia nos dias de jogos em Porto Alegre. Nas partidas fora da capital gaúcha ou a uma distância superior a 200 km, eles devem se apresentar no horário da partida, sem a necessidade de permanecer na delegacia.

Grêmio, Federação Gaúcha de Futebol e Confederação Brasileira de Futebol devem ser notificados, e o cadastro biométrico desses torcedores será bloqueado. O clube, no entanto, ainda não se manifestou oficialmente.

A confusão

Convocado pelas redes sociais na última quarta-feira, o protesto de torcedores diante da má fase do Grêmio, na zona de rebaixamento do Brasileirão, tomou ares de tumulto após a chegada do ônibus dos jogadores ao centro de treinamentos da equipe.

O veículo foi alvo de pedras e fogos de artifício. Na sequência, houve também arremesso de pedras para dentro da área do CT, com estragos ao patrimônio do clube, e tentativa de invasão.

Eram cerca de 150 torcedores gremistas na Rua João Moreira Maciel, às margens da BR-290, que iniciaram a manifestação com gritos de cobrança a jogadores e dirigentes por meio de faixas.

A Brigada Militar esteve no local e dispersou as pessoas quando a confusão começou. Ninguém ficou ferido.

A direção gremista divulgou uma nota na qual manifestou “repúdio aos atos de violência, balbúrdia e vandalismo promovidos por uma parcela de torcedores”.



Veja também