Foto: Arquivo Pessoal

Resta apenas o anúncio oficial. Mas Diego Rosa, do Grêmio, já assinou o pré-contrato com o Grupo City – acionista do Manchester City – até julho de 2025. A joia de 17 anos viaja somente na primeira semana de janeiro para a Inglaterra.

As assinaturas dos contratos ocorrem nesta segunda-feira. A venda já estava definida desde julho, mas algumas cláusulas atrasaram o negócio. Inclusive houve ajustes para que o valor total chegasse a 23,5 milhões de euros (R$ 153,66 milhões na cotação atual).

Dos valores, o Grêmio receberá 70% (R$ 107,57 milhões) – percentual adquirido recentemente – e os outros 30% (R$ 46,10 milhões) serão do Vitória. O Tricolor mantém 15% dos direitos do jogador projetando uma futura venda.

Os detalhes do negócio

  • O City pagará 6 milhões de euros (cerca de R$ 30 milhões) pelo negócio de forma parcelada. Serão 3 milhões de euros na assinatura do contrato, mais 2 milhões de euros em janeiro de 2021 e 1 milhão de euros em janeiro de 2022;
  • O valor pode chegar até 23,5 milhões de euros (cerca de R$ 144 milhões), de acordo com algumas metas a serem atingidas pelo jogador;
  • Se Diego for inscrito na Premier League, por exemplo, o bônus será de 4 milhões de euros;
  • Três parcelas de 4,5 milhões de euros a cada 10 jogos de Diego no seu primeiro time. Ou seja, se entrar em campo 30 vezes, rende 13,5 milhões de euros.

Antes do City, Diego será emprestado a um clube europeu. Provavelmente o Girona, da Espanha, ou um time francês da segunda divisão. Desde novembro, o clube e o estafe do atleta se reúnem para bater o martelo. O objetivo é que em até duas temporadas ele esteja apto para atuar no profissional do time de Manchester.

Diego Rosa assinou contrato com Grupo City nesta segunda-feira — Foto: Arquivo Pessoal

Diego Rosa assinou contrato com Grupo City nesta segunda-feira — Foto: Arquivo Pessoal

O empresário Edson Neto, que cuida da carreira do jogador de 17 anos, chegou a Porto Alegre nos últimos dias para acelerar as tratativas. Em contato com o ge, ele relatou a longa negociação.

– Desde os primeiros contatos, foi uma situação trabalhosa e complexa. Havia a questão da renovação com que não conseguíamos entrar em acordo. É importante ressaltar que a diretoria do Grêmio fez de tudo para que o Diego permanecesse. O clube contava com o jogador e tinha planos para colocá-lo no time de cima para que ele pudesse valorizar ainda mais no mercado. O presidente Romildo e o diretor de futebol Klauss sempre deixaram claro que não queriam negociá-lo, mesmo após terem recebido uma oferta milionária e que ajudaria demais o clube neste momento. Mas foi uma decisão pessoal do atleta. O projeto de carreira apresentado pelo City é espetacular e era o que ele e a família sempre sonharam – comentou.

No início da parada do futebol, a Juventus, da Itália, havia demonstrado interesse no jogador e acenado com uma investida. O Grêmio, no entanto, rechaçou a possibilidade e começou a negociar a renovação de contrato do volante. A intenção era mesmo mantê-lo para dar chance no grupo principal.

O volante, que chegou ao clube na negociação envolvendo a ida do zagueiro Wallace Reis para o Vitória, foi um dos destaques do vice na Copa São Paulo no início do ano. Assim como Tetê, vendido ao Shakhtar Donetsk, deixará o Grêmio sem atuar pelo time profissional.



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