Na década de 70, o vice-presidente do Grêmio Sérgio Moreira teve uma ideia que eternizaria Everaldo na história do clube. Em entrevista à RBS TV, ele contou como transformou o ex-lateral-esquerdo do Tricolor e da seleção brasileira em uma estrela dourada na bandeira.

A ideia surgiu após o Brasil ganhar tri da Copa do Mundo em 1970, com participação de Everaldo, há 50 anos. Moreira levou a proposta para o então presidente, Flávio Obino, e depois ao Conselho Deliberativo do Grêmio. O jogador acabaria morto quatro anos mais tarde, após acidente de carro na BR-290.

— Sugeri ao presidente Flávio Obino que poderíamos propor ao Conselho a inclusão de uma estrela dourada na bandeira do Grêmio, para marcar de forma definitiva a presença do Everaldo nessa brilhante conquista. O presidente acolheu de pronto — relata Moreira.

Em novembro de 2018, Obino encaminhou um ofício ao Conselho Deliberativo narrando o episódio (veja o documento abaixo).

Na campanha do Tri, Everaldo foi titular ao ganhar a posição de Marco Antônio. Na volta do México, o lateral-esquerdo foi recebido com festa e desfilou em carro aberto por três horas em Porto Alegre até chegar ao estádio Olímpico.

Everaldo chegou ao Grêmio em 1957 e passou dois anos emprestado ao Juventude, em Caxias do Sul, antes de voltar a Porto Alegre para o sucesso definitivo na carreira. Foi heptacampeão gaúcho em 1968. Na Copa de 70, disputou cinco do seis jogos da competição — ficou fora contra o Peru, por lesão.

 — Foto: Arquivo pessoal

— Foto: Arquivo pessoal



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