A linha de crédito disponibilizada pela CBF para auxiliar os clubes brasileiros durante a crise será utilizada pelo Grêmio. A previsão é receber cerca de R$ 10 milhões, a serem pagos em cinco parcelas e melhorar o fluxo de caixa.

A oferta da entidade aos clubes da Série A na casa dos R$ 100 milhões tem como garantia os valores a receber pelas equipes para o televisionamento das partidas. A quantia é valorizada pelos dirigentes gremistas para fechar as contas durante a pandemia do novo coronavírus.

O CEO do Grêmio, Carlos Amodeo, disse que conduz as análises sobre a possibilidade e preferiu não comentar o assunto.

Nos bastidores, no entanto, dirigentes do Conselho de Administração já admitem a entrada dos recursos e veem com bons olhos o auxílio, até porque não há pagamento de juros.

Diretoria do Grêmio trabalha para buscar recursos  — Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Diretoria do Grêmio trabalha para buscar recursos — Foto: Lucas Uebel/Grêmio

O Tricolor divulgou o balanço do primeiro trimestre de 2020 com superávit de R$ 11,8 milhões. No entanto, a pandemia afetou as receitas da equipe, como em geral no futebol brasileiro, e a previsão para o primeiro semestre é de déficit nas contas.

O clube gaúcho já cogitava no final de abril a possibilidade de buscar um empréstimo bancário e também discute internamente a possibilidade de reduzir o salário dos jogadores — até o momento, houve apenas a repactuação dos direitos de imagem do período sem jogos para 2021.

Nos últimos dias, o Grêmio também chegou a um acordo com o Tijuana, do México, para receber cerca de R$ 4 milhões pela venda do meia-atacante Bolaños, em 2018. Serão quatro parcelas até o final desta temporada.



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