Foto: Daniel Coelho

Em busca de um grupo maior para 2018, a direção do Grêmio trabalha na linha do “erro zero” por reforços. A ideia traçada pela direção é a de manter apostas no custo-benefício. Ou seja, investir em poucos atletas e que não requeiram grande investimento financeira.

Como maior exemplo, a diretoria usa o nome de Michel, o primeiro reforço para a temporada de 2017. Contratado junto ao Atlético-GO, o atleta deu tão certo que o Grêmio encaminhou a contratação em definitivo.

O Tricolor notificou o Novorizontino da opção de compra e está em processo de troca de minutas com o clube paulista para, então, adquirir 80% dos direitos econômicos de Michel. O volante assinará até o final de 2019.

– O maior exemplo é o Michel, dentro das nossas possibilidades e cujo benefício se mostrou extremamente importante. Veio da Série B e se destacou. Sempre há uma dúvida para qualquer contratação, mesmo com jogadores que enchem aeroporto – diz o diretor de futebol Saul Berdichevski.

Para a próxima temporada, a direção gremista mapeou a necessidade de buscar dois atacantes, um meia articulador e um zagueiro. A prioridade é a busca por um centroavante, tendo em vista a saída de Lucas Barrios. Por outro lado, o Tricolor conta com uma base pronta para o próximo ano.

– O Grêmio não pode errar, até porque são poucas contratações que acontecerão. A prioridade é do meio para frente e também depende da saída ou não do Arthur – complementa o dirigente.

Arthur despertou o interesse do Barcelona, embora o clube não tenha apresentado oferta oficial. A multa do atleta é de 50 milhões de euros (R$ 193,5 milhões). O Grêmio tem 70% dos direitos econômicos do atleta. Recentemente, o clube gaúcho rechaçou uma proposta na casa dos 30 milhões de euros (R$ 135,4 milhões) por 100% dos direitos econômicos.

Entre as primeiras definições tricolores para 2018 estão os casos de atletas com contrato por encerrar ao final do ano. Cícero e Cristian foram apostas de Renato para suprir perdas no grupo ao longo de 2017 e pouco atuaram no segundo semestre. Jael conta com o apoio do treinador e da torcida nas últimas partidas da temporada, assim como Fernandinho, que, no entanto, tem o alto salário como principal empecilho para permanecer.



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