O Grêmio começará a próxima temporada com uma folha de R$ 7 milhões. Esse será o custo do grupo de jogadores no início de dezembro, quando o clube se apresenta para iniciar a pré-temporada. O valor serve como base a ser recebida pelo próximo presidente e trabalhada a partir da próxima gestão, seja com contratações ou saídas.

No Grêmio até dezembro, o diretor executivo Diego Cerri atendeu ao ge e revelou os valores do clube para iniciar a pré-temporada. A quantia se refere aos jogadores que já estão no clube e devem se reapresentar no início de dezembro.

A projeção do atual departamento de futebol seria trabalhar com uma folha salarial próxima aos R$ 10 milhões ao longo de 2023. Nesse custo, entrariam as contratações de novos jogadores.

Renato conversa com os jogadores do Grêmio durante treino — Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Renato conversa com os jogadores do Grêmio durante treino — Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Porém, o presidente que assumir o clube fará modificações no departamento de futebol e junto disso irá implementar nova filosofia. Com isso, pode diminuir ou aumentar a projeção da folha salarial do elenco.

Apesar disso, Diego Cerri tem aproveitado seus últimos dias no clube para deixar um relatório com planejamento e levantamentos de mercado para o próximo mandatário, inclusive com nomes sugeridos. O executivo ficará até dezembro em Porto Alegre e fará a transição para a nova gestão.

Aliás, o trabalho de enxugar a folha, reduzir custo e negociar saídas demandou boa parte do tempo de Cerri no Grêmio. Ele chegou a Porto Alegre em junho de 2021, no início do Brasileirão. Na época, Tiago Nunes já era o treinador, mas algumas rodadas depois acabou demitido.

No ano da queda, em 2021, o gasto mensal do clube com os jogadores era de cerca de R$ 15 milhões. Para a disputa da Série B, reduziu-se para R$ 10 milhões – a intenção era chegar a R$ 7,5 milhões.

O Tricolor de fato teve enxugamento principalmente no meio deste ano. Na última janela de transferências, chegaram ao clube três jogadores: Lucas Leiva, Guilherme e Thaciano. O último foi retorno de empréstimo, mas houve uma negociação do Grêmio para que ficasse em Porto Alegre.

Por outro lado, foram nove jogadores liberados apenas no meio da temporada. Foram cinco jogadores que rescindiram contrato, três emprestados e um vendido, caso de Rildo. Essas dispensas geraram impacto de R$ 10 milhões entre economia com salários e valores por receber pelas negociações.

Apesar das projeções, o futuro do clube passa por quem ganhar a eleição entre os associados, no próximo sábado. Alberto Guerra e Odorico Roman disputam a cadeira de presidente do clube. Quem vencer, toma posse no dia 16 e começa a montar seu departamento de futebol e o elenco para 2023.



Veja também