Foto: Lucas Uebel / Grêmio FBPA

Até pouco tempo atrás símbolo de um time que era poucas vezes vazado, a defesa do Grêmio voltou a dar sinais de instabilidade nas duas derrotas seguidas pelo Brasileirão que impediram a tão sonhada saída da zona de rebaixamento.

Depois de vencer o Flamengo fora de casa e nutrir a esperança de embalar de vez na competição, os gaúchos retornaram à dura realidade de crise ao perder por 4 a 2 para o Athletico e 2 a 1 para o Sport.

A dois meses de encerrar a temporada, a equipe sofreu 55 gols em exatos 55 jogos – média de um por partida. Já igualou a quantidade de todo 2019 e se aproxima de superar a pior marca dos últimos cinco anos (confira no gráfico abaixo).

Em 2017 e 2020, o Tricolor teve as redes balançadas 66 vezes em 79 e 72 compromissos, respectivamente. Ou seja, atualmente está a 11 gols de contabilizar o pior momento defensivo recente. Até o fim da Série A, são mais 17 jogos a disputar.

Se há um alento, é o ano de 2016, quando o Grêmio foi vazado 79 vezes em 73 duelos. Mesmo assim, encerrou aquela temporada com o título da Copa do Brasil.

Chama a atenção também que os seis gols sofridos nas derrotas em sequência correspondem a quase metade das últimas 10 partidas sob comando do técnico Felipão. Neste recorte, o time foi vazado 15 vezes.

— Não vou jogar tudo no lixo porque fomos mal em dois jogos. Calma. Isso é superestimar uma derrota ou duas. Nós falhamos, temos que examinar as duas rodadas e dar a volta por cima — comentou o vice-presidente Marcos Herrmann após a derrota para o Sport.

Ainda sem Geromel nem Kannemann

O desempenho dos jogadores do setor é outro fator para o declínio defensivo. Elogiados pela atuação na vitória por 1 a 0 sobre o Flamengo, os jovens Ruan, 22 anos, e Rodrigues, 23, tiveram falhas diante de Athletico e Sport.

O goleiro Gabriel Chapecó, de 21, e o lateral-direito Vanderson, de 20, completam o setor ao lado de Rafinha, 36, único nome experiente da defesa, que tem atuado improvisado na esquerda.

Além disso, a dupla de zaga que fez história nos últimos anos está fora de combate. Geromel ainda se recupera de fratura no pé, enquanto Kannemann convive com lesão crônica no quadril e deve passar por cirurgia em dezembro.

Apesar dos problemas, para o jogo de quarta-feira contra o Cuiabá, a tendência é que o sistema defensivo seja mantido. Possíveis mudanças serão definidas nesta terça, quando o Grêmio faz o último treinamento.

A equipe segue na 18ª colocação do Brasileirão com 22 pontos, a dois do Santos, primeiro fora da zona de rebaixamento. O duelo diante do time do Mato Grosso está marcado para as 21h30 de quarta, na Arena.



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