O Grêmio se mantém convicto ao 4-2-3-1. O esquema predileto de Renato Portaluppi segue junto ao treinador em seu longo e vitorioso período de Arena. Mas com adaptações às circunstâncias de cada jogo. A comissão técnica entende que o esquema não é inflexível e a equipe se transforma durante as partidas.

Independente da escalação utilizada pelo ídolo tricolor ou do auxiliar Alexandre Mendes, a ideia de jogo não se altera. Há necessidade de ter a posse de bola e insistir na troca de passes até encontrar o espaço no sistema defensivo adversário para arriscar a gol.

Darlan é um dos pilares do esquema dos garotos do Grêmio — Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA

Darlan é um dos pilares do esquema dos garotos do Grêmio — Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA

À frente da linha defensiva, a equipe tem dois volantes que não ficam presos como protetores da zaga. Eles precisam ter qualidade para a construção das jogadas. Mais à frente, um meia atua centralizado com dois atacantes pelos lados, que tenham velocidade e drible para municiar o centroavante.

O torcedor gremista conhece até de olhos fechados este desenho tático. Mas o Grêmio busca se adaptar ao que o confronto proporciona.

O esquema, embora costumeiramente repetido, se altera de acordo com o posicionamento do rival e como trabalha para surpreender o Tricolor. Foi o que assegurou o auxiliar Alexandre Mendes após a derrota por 2 a 1 para o Juventude.

– Não podemos engessar uma ideia de jogo. O 4-2-3-1 inicia, mas não significa que ele seguirá ao longo da partida. As variações ocorrem. Fazemos 3-5-2. Depende do que o adversário nos apresenta. O 4-2-3-1 é extremamente variável e encontramos vários esquemas conforme a postura do adversário – aponta.

Imbuído neste espírito de não ser um time imutável, o auxiliar começa a montar uma estratégia nesta sexta-feira, quando voltará a ter a presença física de Renato Portaluppi no cotidiano. A dupla trabalhará para definir a formação e como se apresentará no domingo, às 21h, diante do Pelotas na Arena.



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