Pedro Geromel e Walter Kannemann formam uma das duplas defensivas mais sólidas do Brasil, mas a grande quantidade de jogos no calendário do Grêmio, as viagens deles originadas e eventuais lesões fazem com o que a equipe poupe um dos atletas – ou ambos – em algumas partidas. Quando isso ocorre, a ausência de um substituto à altura é um assunto que sempre ressurge. Com a lesão dos reservas imediatos, Marcelo Oliveira e Paulo Miranda, o time tem apostado no deslocamento de jogadores de suas funções originais, mas admite a necessidade de contratar um zagueiro. O presidente do clube, Romildo Bolzan Jr., estima que a busca por um reforço para a posição tenha um desfecho somente na metade do ano. Este é o prazo com o qual direção trabalha para resolver a questão.

“A gente precisa de um zagueiro não só do ponto de vista de qualidade como também de quantidade. Mas reforços (no plural), não. Isso é um problema do Grêmio. Vamos ter um zagueiro, mas o nosso prazo é o meio do ano, quando vier janela e na Libertadores pudermos inscrever jogadores novos.  Na metade do ano vamos conseguir completar o elenco”, afirma o dirigente, que também considera que a equipe “tem um plantel extremamente suficiente”. “Teremos a complementação inclusive para o segundo momento da Copa do Brasil, se nós passarmos da primeira fase. A pressa é nossa, não tem porque ficar cobrando desde o ano passado. Nós sabemos o que precisamos fazer”, garante.

Romildo ainda ressalta que não é o empate com o Avaí por 1 a 1, no Estádio da Ressacada, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro, “que vai dizer que precisamos reforçar o plantel”. “Reforços (no plural), não. O Grêmio poderia ter vencido e fez um gol contra. O lance do Avaí sempre foi uma bola cruzada. Tínhamos a situação para vencer a partida. Foi um jogo duro. O empate fora de casa é um resultado de campanha”, diz, completando que o clube terá de recuperar a derrota para o Santos na Arena, ainda na abertura da competição.

O vice de futebol do Tricolor, Duda Kroeff, afirma que “não há desespero”, ainda que exista a prioridade na contratação de um zagueiro. “Temos que contratar um zagueiro e não estamos atrasados. Hoje, não tem nenhum negócio que possamos dizer que esteja quase fechado. Estamos num processo de avaliar qual é o melhor negócio para o Grêmio. Vamos fazer a coisa com calma e bem feita, como se faz aqui”, avalia. Ele ainda relata que a direção e comissão técnica “confiam muito no Michel e no Rômulo”, que atuam fora de suas posições de origem. “Também tem o Paulo voltando de lesão. Temos a melhor zaga do Brasil com Geromel e Kannemann. Acho que estamos bem, tanto que fomos campeões gaúchos”, defende.



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