Se a relação entre Grêmio e Ferreira já não era boa, agora ela parece estar ainda pior. Após a vitória contra o Pelotas, o vice-presidente de futebol Paulo Luz falou sobre o assunto e delegou a questão sobre o jogador para o departamento jurídico do clube. O dirigente também negou ter recebido uma proposta do Athletico pelo atacante.

Ferreira estava afastado do elenco principal por conta de um impasse na renovação de contrato. Na última sexta-feira, entrou na Justiça contra o Grêmio para pedir de forma liminar a rescisão de contrato com o clube, além de uma indenização no valor de R$ 70 mil.

Para o vice-presidente de futebol Paulo Luz, Ferreira fechou qualquer possibilidade de negociação quando escolheu envolver o Judiciário. Segundo o dirigente, as negociações com o empresário do jogador para a renovação de contratos estão encerradas.

– Cada um escolhe seu caminho, tem liberdade para fazê-lo. O procurador do Ferreira e o próprio escolheram o caminho de judiciar o processo. No momento que esse processo está judiciado, o Grêmio não fala mais desse assunto. O Grêmio vai se manifestar nos autos do processo – disse Paulo Luz após a vitória contra o Pelotas.

O dirigente ainda ressaltou que o empresário Pablo Bueno já tem precedentes, relacionando ao fato do mesmo ter representado Tetê na venda do ex-Grêmio ao Shaktar, da Ucrânia. Na época, o jovem atacante deixou o clube reclamando de não ter recebido chances no profissional. Além disso, negou com veemência ter recebido proposta de compra do Athletico por Ferreira.

– O procurador tem uma precedência já. O jogador é jovem, mas é um homem de 22 anos. Eu com 22 anos já sabia assumir minhas responsabilidades. Formalmente não (recebemos proposta do Athletico). Jamais, nada – disse.

Ferreira treina em separado no Grêmio enquanto não resolve renovação — Foto: Lucas Bubols/GloboEsporte.com

Ferreira treina em separado no Grêmio enquanto não resolve renovação — Foto: Lucas Bubols/GloboEsporte.com

A justificativa dos empresários de Ferreira para a rescisão, conforme costa no pedido, é de que o Tricolor teria exercido pressão ao jogador para ampliar o vínculo sob pena de não entrar na lista da Libertadores. De fato, o atacante não foi inscrito na competição continental.

Em cerca de 30 páginas do pedido encaminhado à Justiça, a defesa do atleta alega “coação” do Grêmio ao empresário de Ferreira para assinar a renovação de contrato oferecida pelo clube. Inclusive, são anexadas mensagens de WhatsApp com diálogos do empresário Pablo Bueno com o executivo de futebol Klauss Câmara.

Ao fim da argumentação, os representantes do atacante pedem a “rescisão indireta do contrato de trabalho” com o time gaúcho. Ainda, pedem um valor de R$ 70 mil ao Grêmio, a título de verbas rescisórias. O Grêmio ganhou prazo de cinco dias para se manifestar na Justiça.

O impasse entre Grêmio e Ferreira começou no fim de fevereiro. Foi quando o clube e o empresário dele iniciaram conversas para a renovação de contrato do atacante, que se encerra em junho de 2021. As partes, no entanto, não chegaram a um acordo sobre os valores oferecidos.

No dia 28, o clube decidiu afastar o jogador do plantel principal e colocou-o a treinar com o grupo de transição até que a situação fosse resolvida. No dia seguinte, o clube divulgou a lista de inscritos na Libertadores sem o nome de Ferreira.



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