O Grêmio foi um dos primeiros clubes a mexer na remuneração dos jogadores durante a pandemia. Mas a medida se mostrou insuficiente para passar pelo momento de crise, maior do que o esperado pelo Tricolor. Não está descartada uma nova negociação com os atletas, mas não há nenhuma conversa em andamento com o grupo no momento nem mesmo definição sobre o assunto.

Em contato com o GloboEsporte.com, o presidente gremista afirmou que “por ora” não está prevista uma nova negociação com os jogadores. Outra fonte da diretoria gremista diz que o fluxo de caixa ainda está sob análise e, portanto, não há definição sobre o assunto. Mas não estão descartados novos contatos com os jogadores.

“Achávamos que com o diagnóstico de três meses poderia ser suficiente. Talvez não seja. Temos que jogar francamente. Talvez não seja suficiente porque o nível de arrecadação que trabalhamos naquele primeiro momento não correspondeu ao que veio depois” (Romildo Bolzan)

Presidente Romildo Bolzan diz que "por ora" não há nova negociação com jogadores — Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Presidente Romildo Bolzan diz que “por ora” não há nova negociação com jogadores — Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Ainda em março, antes das férias, a diretoria fez um acordo com os jogadores para pagar os direitos de imagem do atual período sem jogos apenas em 2021. Não houve, portanto, redução na prática, mas sim um alívio para o fluxo de caixa. O presidente Romildo Bolzan Júnior já admite que a medida não é suficiente para passar pela crise.

— A perda está superior ao que significa nossas condições de retirada do fluxo de caixa. Situação difícil, mas o Grêmio tomou a iniciativa naquele momento como tomará outras iniciativas que poderao significar uma passagem um pouquinho dramática, mas recuperamos logo ali na frente a perspectiva de ser competitivos — destacou o preisdente gremista.

Além dos direitos de imagem dos atletas, o Grêmio também tomou outras medidas contra a crise. Suspendeu contratos de funcionários acima de um determinado valor, reduziu salários e diminuiu despesas com renegociações de acordos. Atividades das categorias de base, por exemplo, estão suspensas em maio, o que pode se estender em junho.

A queda de receitas do Grêmio já se aproxima dos R$ 50 milhões, mais de R$ 20 milhões acima do previsto inicialmente pelo plano da diretoria. O cálculo gremista é que a inadimplência dos sócios pulou para pelo menos 20%, o que atinge uma as principais receitas do clube. Caso o Gauchão retorne em julho, o Tricolor tem mais uma cota de R$ 3 milhões a receber por direitos de transmissão.



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