O Grêmio corre contra o tempo para formular a compra da operação da Arena. Enquanto não define as bases do negócio, já prevê a presença de um executivo apenas para administrar o estádio gremista quando, e se, as tratativas forem concretizadas.

presidente Romildo Bolzan Júnior se mantém otimista para assumir a gestão do estádio. Contudo, conta com um prazo até o final do ano para a decisão.

O Ministério Público gaúcho precisa aceitar o novo modelo de resolução das obras do entorno da Arena para a situação caminhar até o dia 20 de dezembro. A ideia é encerrar o assunto em 2019 para que os bancos possam registrar a operação em seus balanços.

Grêmio corre para comprar administração da Arena — Foto: Vinícius Costa/BP Filmes

Grêmio corre para comprar administração da Arena — Foto: Vinícius Costa/BP Filmes

Com a compra liberada pelo poder público, o Grêmio irá contratar um profissional para ser o CEO da Arena e trabalhar as possibilidades abertas pelo gerenciamento de todas as áreas do estádio. O clube estima receitas de R$ 30 a 40 milhões a partir da gestão, mas hoje vê déficit de R$ 6 milhões anuais se tudo ficar exatamente igual.

— Vamos ter um CEO especificamente para gerir a Arena. Não vamos voltar os processos políticos. Se esse tipo de situação começa mal, com muita gente dando palpite, vamos começar mal. Temos a consciência que não pode acontecer. Se reporta ao Conselho de Administração do Grêmio, mas será um CEO do estádio — explica o presidente do Grêmio.

A negociação também prevê a compra pelo Grêmio da Arena Porto-Alegrense, empresa criada e administrada junto com a OAS para gerir as receitas e despesas do estádio. O conselho da sociedade, com três representantes da construtora e dois indicados pelo Tricolor, seria dissolvido.

O Grêmio garante que, no novo modelo de negócio construído, irá manter os pagamentos mensais de R$ 1,75 milhão que hoje são para garantir a entrada dos sócios na Arena. Os recursos servirão para financiar até 2027 a compra da gestão do estádio.



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