O Grêmio entrou forte para a disputa da Série B. E não apenas pelos recursos financeiros em relação aos concorrentes. A comissão técnica fez um trabalho especial para melhorar os níveis físicos dos jogadores e aumentar a intensidade no dia a dia.

Segundo o preparador físico Reverson Pimentel, em uma semana normal de trabalhos os atletas percorreriam de 25 a 30 quilômetros individualmente. Só que o número já chegou a bater 40 quilômetros. E este é apenas um dos exemplos.

Os dados são coletados pelo departamento de performance. Fisiologistas têm acesso em tempo real ao que ocorre nos treinamentos com o uso de tablets no gramado do CT Luiz Carvalho. A comissão técnica identificou melhora de 25% a 30%, em média, de quatro variáveis: ações intensas, alta intensidade, velocidade e volume (quilometragem percorrida).

– Para a gente elevar tudo isso, aguentar competição com contato, temos subido o ganho de massa muscular de membro superior. O alicerce inclusive para aguentar o jogo a jogo – destaca o preparador ao ge.Houve também a pré-temporada. Hoje coseguimos nível de força elevadíssimo. A rotina de chegar uma hora antes, fazer o que tem sido feito na academia, já está leve. Não é obrigação.— Reverson Pimentel, preparador físico do Grêmio

Bruno Alves zagueiro Grêmio — Foto: Lucas Uebel / Grêmio FBPA

Bruno Alves zagueiro Grêmio — Foto: Lucas Uebel / Grêmio FBPA

Todos os jogadores do elenco registraram ganho de massa muscular a partir do foco nos membros superiores, já que a Série B foi analisada como bastante física. Conforme o clube, quatro atletas tiveram ganho de 2,5 kg de massa muscular – o restante, em média, ganhou de 1,4 kg a 2,1 kg.

Exemplo do Galo, massa magra e Roger

O elenco passa na academia pelo menos uma hora antes dos treinamentos. O foco é na Série B, mas os níveis físicos já são tratados como alicerce de uma eventual volta para a elite. O biotipo dos jogadores do Atlético-MG é tratado como exemplo positivo.

O aumento da massa magra também auxilia na recuperação depois das partidas. Apesar de não parecer tão importante no momento atual, com jogos mais espaçados, o método é visto como definitivo para quando a competição afunilar, o que deve ocorrer a partir de junho.

– A Série B é um jogo mais físico que a Série A, com viagens longas. Tem que treinar no dia da viagem e com pouco tempo de recuperação. Fomos subindo para quando fizermos três, quatro quilômetros em um treino, saiamos sorrindo do campo e suportemos a viagem. A preparação vai aparecer mais ainda quando tivermos uma sequência de jogos – aponta Pimentel.

Preparador físicoReverson Pimentel em treino do Grêmio — Foto: Renan Jardim/Grêmio

Preparador físicoReverson Pimentel em treino do Grêmio — Foto: Renan Jardim/Grêmio

Apesar de adaptar seus métodos a todos os técnicos com os quais trabalhou no Grêmio desde sua chegada, em março de 2021, o preparador físico assegura que o ganho com Roger Machado foi maior.

Ao final de todos os treinamentos, o atual treinador é assíduo no departamento de performance para analisar os dados colhidos na atividade. No dia seguinte, se reúne com Pimentel para conversar sobre tais informações.

O início de Série B do Grêmio, por enquanto, chancela a estratégia. São 10 pontos conquistados em seis rodadas e a quarta colocação na tabela. A intenção, claro, é melhorar esses números. Na próxima segunda-feira, o Tricolor duela com o Ituano, às 20h, no Novelli Júnior.



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