Foto: Marcos Ribolli

Diante da nova realidade da Série B, o Grêmio já planeja um alívio na folha salarial, que deve sofrer um corte de quase 50% em relação a 2021. Hoje com o pagamento a jogadores na casa dos R$ 15 milhões mensais, a ideia é reduzir este valor a pelo menos 8 milhões em 2022. Um dos primeiros movimentos é negociar rescisões de atletas sem perspectiva de uso pela comissão técnica

O ge apurou que o valor é debatido internamente há algumas semanas. Mas a reunião do Conselho de Administração na última segunda-feira foi fundamental para chegar à projeção.

A venda de Vanderson ao Brentford, da Inglaterra, é citada como fator a resolver mais da metade do orçamento para 2022. O negócio aceito pelo clube é de 11 milhões de euros (R$ 69,5 milhões), com a chance de bater nos 14 milhões de euros (R$ 88,4 milhões).

Além disso, o clube estuda negociações para aliviar a situação financeira para o ano que vem. A tratativa mais encaminhada era a ida de Jean Pyerre para o Deportivo Alavés, da Espanha. O negócio esfriou na terça-feira, porém, ainda existe possibilidade de ser concluído.

Outra medida é antecipar o fim dos contratos de jogadores que não serão utilizados pelo técnico Vagner Mancini. As rescisões podem respingar para atletas que pouco atuaram em 2021 e até mesmo alguns daqueles afastados na reta final do Brasileirão, como Paulo Miranda e Everton.

– Estou trabalhando desde sexta para definir quem e qual posição vamos necessitar, quantos jogadores, quem tem contrato encerrando e não vai renovar, contratos que estão por encerrar e vamos encerrar antecipadamente – comentou o vice de futebol Denis Abrahão em entrevista coletiva na segunda-feira.

O Grêmio já realizou algumas mudanças internas. Foram demitidos o auxiliar permanente do time principal Thiago Gomes e o coordenador técnico Marcelo Oliveira. Na base, as demissões atingiram os técnicos Douglas Rodrigues e Guilherme Bossle, além do preparador físico Renato Gelak.



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