Para vencer o Juventude por 3 a 0 e se classificar às quartas de final da Copa do Brasil, o Grêmio teve de superar um pênalti desperdiçado, o terceiro de quatro oportunidades no ano durante os 90 minutos. Após André perder a chance no domingo passado, contra o Atlético-MG, foi a vez de Jean Pyerre falhar quando a partida ainda tinha o placar zerado, na quarta-feira.

Aos 24 minutos do primeiro tempo do enfrentamento pelas oitavas de final da competição eliminatória, o árbitro apontou mão na bola dentro da área de João Paulo, do Ju, com direito a auxílio do VAR. O meia bateu no meio do gol, e Marcelo Carné defendeu com o pé, derrubando o aproveitamento do Tricolor em penalidades cobradas durante o tempo normal em 2019 para apenas 25%.

Em quatro cobranças assinaladas a favor do time gremista, somente uma foi convertida. Na goleada por 4 a 0 sobre o São Luiz, no dia 31 de janeiro, pelo Gauchão, Luan deslocou o goleiro Carlão e marcou. Depois disso, só erros.

André perdeu no Gre-Nal decisivo, na Arena, mas acertou nas cobranças alternadas após empate em 0 a 0 e contribuiu com o título estadual. O centroavante mudou a batida contra o Atlético-MG, no Brasileirão, e errou novamente. Tocou rasteiro, para fora. Sem ele em campo, Jean Pyerre assumiu a responsabilidade contra o Ju, e também vacilou.

O técnico Renato Portaluppi minimizou os desperdícios e ainda brincou com a situação. Disse que, em sua carreira, acertou “uns 400” pênaltis e perdeu “só dois”. Ainda assim, prometeu cobrar dos atletas por mudarem o estilo da cobrança nos jogos.

Marcelo Carné, do Juventude, defende pênalti de Jean Pyerre — Foto: Reprodução

Marcelo Carné, do Juventude, defende pênalti de Jean Pyerre — Foto: Reprodução

– Eles tomaram puxão de orelha. O André tomou, o Jean tomou. Porque treinam de uma maneira e batem de outra. Tem que treinar do jeito que vão bater. Quer que faça o quê? Entre em campo e bata? – ironizou Renato em entrevista coletiva. – Já disse que, quando a Fifa permitir que o treinador bata, o Grêmio não vai ter mais esse problema.

Por outro lado, nas decisões por pênalti, o aproveitamento é bom. Nas cinco batidas da final do Gauchão, houve três conversões. Somadas às defesas de Paulo Victor, o Grêmio saiu vencedor, como na Recopa Sul-Americana e na Libertadores do ano passado. Talvez a solução seja encarar cada cobrança como a última.



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