Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Rebaixado à Série B, o Grêmio está perto de somar R$ 700 milhões em vendas de jogadores na gestão Romildo Bolzan Júnior, desde 2015. Somente neste ano de 2021, o valor está em R$ 152 milhões e pode subir para R$ 221 milhões caso se confirme a provável transferência de Vanderson para o Brentford, da Inglaterra. O valor total dos últimos seis anos está em R$ 625 milhões e chegará a R$ 694 milhões quando for confirmada a venda do lateral-direito. Os demais jogadores vendidos na temporada que se encerrou agora são César Pinares, Léo Chú, Lima, Matheus Henrique, Pepê e Ruan.

O atleta que mais rendeu aos cofres do clube foi Everton Cebolinha, vendido por 20 milhões de euros (127,6 milhões na época) ao Benfica, de Portugal, em 2020. Os números constam do balanço apresentado ao Conselho Deliberativo em reunião com debate acalorado na noite de quinta-feira. Os seis anos consecutivos de contas no azul são um recorde na história do clube. O superávit, porém, não foi suficiente para evitar o terceiro rebaixamento do clube no Brasileirão.

Houve cobrança forte por parte dos conselheiros à diretoria. Além disso, o Grêmio gastou muito na tentativa frustrada de escapar da queda. O pedido de suplementação orçamentária de R$ 143 milhões foi apresentado e aprovado. O time de 2021, rebaixado, foi o mais caro da história, com um custo de R$ 395,6 milhões, cerca de R$ 116,9 milhões (42,3%) acima do orçado.
A sorte é que as receitas também extrapolaram o valor previsto e devem fechar em R$ 467,3 milhões, 37% (R$ 127,2 milhões) além do que constava no orçamento. Por isso, o interesse do clube em vender Vanderson e também se livrar dos salários mais altos do elenco.

Enquanto Douglas Costa curte férias nas Ilhas Maldivas, o Grêmio trabalha para enxugar a folha de pagamentos, e a saída do camisa 10 deve ser uma das próximas. Para isso, é preciso uma negociação, pois ele tem contrato de empréstimo até junho de 2022 e ainda pertence à Juventus. Borja, outro que tem salário alto, também deve ter sua saída confirmada em breve. Diego Souza, Rafinha e Bruno Cortez já se despediram.

As receitas brutas para 2022 estão previstas em R$ 294,5 milhões. Não fosse a queda para a segunda divisão, ficariam perto dos R$ 500 milhões ou ultrapassariam esta marca. Mesmo com a queda abrupta, o Grêmio será o time mais rico da Série B. A ordem é manter as contas em dia, mas certamente o Tricolor terá a maior folha de pagamento, pagando o dobro ou o triplo da maioria dos concorrentes.

As vendas por ano

– 2015: R$ 15,8 milhões (Gabriel Silva, Hernán Barcos, Marcelo Moreno e Rhodolfo)

– 2016: R$ 17,9 milhões (Giuliano).

– 2017: R$ 76,8 milhões (Pedro Rocha e Walace)

– 2018: R$ 134,3 milhões (Arthur, Edílson, Jailson e Miller Bolaños)

– 2019: R$ 107,8 milhões (Léo Jardim, Luan, Marcelo Grohe e Tetê).

– 2020: R$ 119,6 milhões (Diego Rosa, Everton, Guilherme dos Santos e Thonny Anderson)

– 2021: R$ 152,8 milhões (César Pinares, Léo Chú, Lima, Matheus Henrique, Pepê e Ruan) 



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