Foto: Lucas Uebel

O momento não é exatamente o melhor já vivido em 2017. Mas as boas atuações dentro de campo na temporada ajudam o Grêmio na gestão fora dele. Os resultados levaram o quadro social aos 82 mil associados em dia, dobraram o faturamento da loja Grêmio Mania e, somada a venda de Pedro Rocha para o futebol russo, colocam o Tricolor no rumo de uma temporada superavitária.

Embora não tenha conquistado nenhum título até o momento, o Grêmio chegou na semifinal da Copa do Brasil, foi vice-líder do Brasileirão durante parte do primeiro turno e está na semi da Libertadores, na qual terá pela frente o Barcelona-EQU, em Guayaquil, no dia 25. Além de ter conquistado o Penta da Copa do Brasil do ano passado.

A torcida, claro, se empolgou com o time. E isso gerou cerca de 22 mil novos sócios em 2017 – o número seria próximo dos 100 mil no total caso o clube também contabilizasse quem é inadimplente por um ano ou mais. Apenas o quadro social, mantidos os 82 mil atuais, gera R$ 5,8 milhões aos cofres do Grêmio por mês.

A loja Grêmio Mania dobrou sua arrecadação em 2017, embora os valores sejam pequenos consideradas as receitas previstas no orçamento geral do clube. Mas demonstram como o torcedor está engajado. Tudo isso ainda combinado com a venda de Pedro Rocha, por 12 milhões de euros (R$ 44,8 milhões), integralmente para o Tricolor.

– Vamos ter uma receita em torno de R$ 330 milhões no ano. Coloca as contas do clube em uma situação muito boa. Não diria excepcional, porque gostaríamos de fazer um resultado ainda melhor. Mas é uma situação muito boa. Os dois anos de gestão Romildo são muito positivos sob o ponto de vista financeiro. E principalmente na nossa razão de ser, no futebol, ganhamos a Copa do Brasil ano passado e estamos na reta final da Libertadores com esperanças de chegar lá – diz um dos integrantes do Conselho de Administração, Marcos Herrmann.

O bom resultado financeiro, porém, não significa um investimento maior em 2018. As dívidas gremistas ainda não permitem somas mais vultosas para contratações. No entanto, aos poucos, o clube vai elevando seus parâmetros ao pagar salários próximo dos R$ 500 mil para Geromel, Maicon, Marcelo Grohe, Barrios e também oferecido a Luan na negociação para renovação de contrato.

– Ainda temos uma dívida muito pesada, que estamos administrando e diminuindo ao longo do tempo. Hoje é bastante menor. Chegamos a um momento da nossa vida, uns 15 anos atrás, não sei precisar exatamente, que para cada real que arrecadávamos, tínhamos uma dívida de três. Hoje estamos praticamente chegando no um por um. É uma evolução positiva, mas temos um longo caminho pela frente. Não fazemos tudo num dia, em um mês, em um ano. Mas é possível fazer uma administração muito adequada em um período de três a cinco anos – projeta Herrmann.

Suplementação aprovada

Na semana passada, uma reunião do Conselho Deliberativo aprovou por unanimidade uma suplementação orçamentária pedida pela diretoria gremista. A explicação não está só em gastos maiores, mas também receitas acima do projetado no orçamento previsto para esse ano. No documento disponibilizado no site do Grêmio, a previsão era de R$ 267.294.368,00. Com a suplementação, o valor chegará a cerca de R$ 320 milhões. Nas despesas, o valor aumentou também em R$ 51 milhões. No orçamento, R$ 267.257.177. Agora, passa a ser de R$ 318 milhões.

– Vamos fazer uma receita bastante maior do que estava no orçamento. Isso que informamos. Temos também uma despesa, por conta das contratações feitas ao longo do ano, maior do que tínhamos previsto. Tudo indica que vamos terminar o ano no superávit, a exemplo do que já aconteceu ano passado. O que é coisa mais ou menos rara no futebol brasileiro – comemora o dirigente.



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