Lauro Alves / Agencia RBS

Se Thonny Anderson está de malas prontas para servir ao Athletico-PR no segundo semestre, o Grêmio não pretende ficar de mãos abanando. De contrapeso no negócio pode vir o volante Matheus Rossetto. Prestes a completar 23 anos, o jogador perdeu espaço no clube paranaense. Neste sentido, se Curitiba pode servir como uma nova chance para o atleta gremista, Porto Alegre simbolizaria o mesmo ao atleticano.

— Ele é o típico volante com bom passe, que, com liberdade, consegue infiltrar na área e que chuta bem de fora da área. Mas, em alguns momentos, se desliga do jogo e comete alguns erros infantis. Tem muito potencial, mas precisa se ajustar para não repetir os erros que o marcaram aqui no Athlético — relata Daniel Piva, repórter da Rádio Transamérica de Curitiba.

Catarinense, nascido em Santo Amaro da Imperatriz, Rossetto chegou ao Athletico-PR com apenas 14 anos. Em 2016, foi guindado das categorias de base pelo então técnico Paulo Autuori. Porém, só seria efetivado como titular a partir da temporada seguinte, atuando como volante pelo lado direito no 4-2-3-1 (mesmo sistema tático utilizado por Renato no Grêmio). Viveu sua melhor temporada em 2017, quando fez 59 jogos, incluindo partidas pela Libertadores.

— É um meia de muita qualidade, um jogador leve e de toque de bola rápido. Nesse ano, não conseguiu ter sequência, mas tem tudo para voltar com força à primeira equipe. Uma mudança de ares pode ser interessante para ele. Seria muito bom para o crescimento pessoal e profissional dele. Queira ou não, ele é um garoto. Tem experiência por ter jogado Libertadores, Copa Sul-Americana, mas tem muito futuro. Talvez nesse plantel do Grêmio possa ter mais chances e evoluir — avalia o ex-centroavante Grafite, hoje comentarista do SporTV, mas que atuou com Rossetto no Athletico-PR há dois anos.

Com a contratação do técnico Fernando Diniz, em 2018, e a utilização de um sistema com três zagueiros, Matheus Rossetto passou a jogar em outra função: ala direita. Foi assim que enfrentou o próprio Grêmio, na segunda rodada do Brasileirão do ano passado, no empate em 0 a 0 na Arena.

— Assim como o time todo, ele foi caindo de rendimento. E quando o Diniz saiu, ele não teve sequência com o Tiago Nunes. Para piorar, o Athletico tem no meio-campo o Bruno Guimarães, que é o destaque do time, e o Lucho González, que vive uma idolatria como o D’Alessandro e o Maiconpara os times daí. Tem também o Wellington (ex-Inter), o Camacho, que voltou a ser titular, e ainda surgiu o Erick, que se destacou pelo Campeonato Paranaense. Então, ele virou quinta ou sexta opção — analisa Piva.

Para se ter uma ideia de como o volante perdeu espaço no Paraná, basta olhar o retrospecto recente: foram apenas três jogos no ano, todos pelo time de aspirantes que conquistou o campeonato estadual. Aliás, foi ele o autor do gol da vitória por 1 a 0, em cobrança de falta, que levou a decisão contra o Toledo para os pênaltis.

— A gente já esperava um empréstimo, mas surpreendeu a grandeza do time para o qual ele está negociado. Embora tenha muita técnica, nunca conseguiu se firmar e cair nas graças do torcedor — conclui o jornalista paranaense.

Enfim, uma troca de ares, ou de Arenas (da Baixada para a do Grêmio), pode fazer com que o jovem e promissor atleta se reencontre.

Números de Matheus Rossetto pelo Athletico-PR:
2016: 16 jogos (10 como titular) e 2 gols
2017: 59 jogos (41 como titular) e 2 gols
2018: 28 jogos (20 como titular) e 4 gols
2019: 3 jogos pelo time de aspirantes e 1 gol



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